Assembleia Municipal de Sátão aprovou, por maioria, orçamento de 14,1 milhões

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A Assembleia Municipal de Sátão aprovou esta sexta feira, dia 29 de dezembro, o orçamento e as grandes opções do plano para 2018.

O documento, que ascende a cerca de 14,1 milhões de euros, contou com 19 votos favoráveis, da bancado da maioria, do PSD, e com sete abstenções e dois votos contra da oposição, do PNT.

Na discussão e nas declarações de voto, a oposição, pelas vozes de Carlos Rodrigues (abstenção) e de Paulo Mendes (contra), salientou a falta de estratégia de desenvolvimento para o concelho por parte dos documentos que a câmara apresentou, bem como a incapacidade de apresentar um elenco concreto de obras a executar com o respetivo financiamento e enfatizou ainda a falta de rigor nos montantes de receita de fundos comunitários, que são muito superiores às obras previstas. Já o presidente da junta de freguesia de Sátão, António José Carvalho (contra), discordou do escasso investimento na sua freguesia, comparativamente com outras freguesias do concelho, que não enunciou, mesmo quando interpelado nesse sentido pelo presidente da junta de Ferreira de Aves, José Luís Vaz. Discordou ainda do elevado montante a atribuir discricionáriamente às juntas de freguesia.

Luís Quental, do Avante Todos Pelo Sátão, confrontou o presidente com os subsídios para os clubes de futebol e com o facto de os pais dos jovens terem que pagar para os flhos terem acesso ao futebol ao contrário dos seniores.

Armando Cunha, do PSD, referiu que os montantes globais dos subsídios deveriam estar mais especificados nos documentos orçamentais, devidamente distribuídos pelas várias áreas de atividade e não apresentarem este valor global sem discriminação.

Paulo Santos, presidente da autarquia, defendeu o documento dizendo que ele traduz as opções da câmara, discordando das críticas que lhe foram apontadas. Quanto à freguesia de Sátão referiu que é aquela que tem o maior investimento do concelho e que não irá haver discricionaridade para com as juntas e quanto aos fundos comunitários disse que muitas vezes os programas atrasam a sua programação financeira e nunca é possível um rigor absoluto nos montantes a receber por essa via. Destacou ainda as expropriações na 229 e o início das obras da variante de ligação à área empresarial como investimentos importantes para o desenvolvimento. Deixou também claro que a câmara irá transitar para 2018 com um saldo de cerca de 1 milhão de euros e que esse montante irá reforçar algumas obras que possam apresentar subfinanciamento.

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