CDS não concorda com solução de duplicação do IP3 e continua a defender autoestrada, dizendo que é uma derrota do centrão

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IP 3 (Foto: Google)

O troço do IP3 entre Viseu e Coimbra continua envolto em controvérsia. Agora é o CDS, através de Hélder Anmaral, a levantar a sua voz e a referir, nesta segunda-feira, que “não encontra razões para mudar de opinião e continua a considerar que o IP3 deveria dar lugar à chamada “via dos duques” – autoestrada com perfil de 4 vias” e ataca o PS e o PSD por “concordaram em resolver o problema do IP3 através de uma solução que mais não é do que remendar a estrada que já existe”.

Estas posições foram reveladas hoje pelos centristas, que vão ainda mais longe quando afirmam que “não faz qualquer sentido que instituições como a AIRV, a ACDV, a AEM, AEL e ainda a CIMDVL, instituições relevantes do distrito, venham patrocinar uma solução ao arrepio da petição à qual deram apoio, dado que nesse documento defendiam que a solução: “Deve incluir os elementos indispensáveis à circulação numa via com elevadíssimo tráfego: duas faixas em cada sentido, separador central, piso correto que drene as águas, iluminação e sinalização adequadas”.”

Os centristas recordam ainda que “os mesmos que agora decidem remendar uma estrada “às prestações”, não se coibiram de concordar na reprogramação do Portugal 2020 – promovendo investimentos em soluções de mobilidade nas áreas metropolitanas de Portugal. Como por exemplo: Expansão do Metro de Lisboa – 266 M€; Expansão do Metro do Porto – 290 M€; Metro Mondego – 90 M€.”

O CDS refere ainda que “ao longo dos últimos anos, seja com funções Governativas, ou com funções de oposição, tem-se batido por uma série de questões relacionadas com o interior, nomeadamente com tudo que está relacionado com a mobilidade”, exemplificando que “o IP3 tem sido uma dessas “bandeiras”.”

Os centristas acrescentam que sempre defenderam que, “tal como aconteceu com o IP5 – hoje autoestrada com perfil de 4 vias –, esta estrada deveria deixar de ser um IP (perfil de duas vias, com algumas exceções) para passar a ser uma autoestrada (perfil de 4 vias). É uma questão de justiça e o CDS enquanto membro de um Governo inscreveu, no PETI 3+ e na Resolução do Conselho de Ministros n.º 61-A 2015, como prioritária um investimento no IP3 “(…) muito significativo, estimado na ordem dos 600 M€. Como tal, foram ponderadas alternativas ao estudo prévio já realizado, que pressupunha um traçado novo na totalidade da extensão”.”

A rematar o CDS refere que “esta era uma realidade que até ao dia hoje se poderia considerar transversal a todos os partidos que têm tido responsabilidades governativas, uma vez que já em maio de 2008 tinha sido anunciada a construção da autoestrada, pelo então Ministro Mário Lino, que estaria concluída em 2011.”

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2 COMENTÁRIOS

  1. CONSTRUAM A AUTOESTRADA DE RAIZ E NAO REMENDOS, QUE SÓ VAO ORIGINAR MAIS MORTES, PENSEM DA MESMA MANEIRA QUE PENSAM PARA LISBOA
    /PORTO,LONGO PRAZO E NAO CURTO ,PRAZO

  2. É com muita pena que digo isto; PORQUE É QUE APENAS OLHAM PARA UMA SOLUÇAO A CURTO/MEDIO PRAZO?A ZONA QUE MAIS SE VAI DEZENVOLVER A MEDIO/LONGO PRAZO, É ESTA ZONA!POR ISSO AOS SRs. DE LISBOA OLHEM PARA O FUTURO DESTA ZONA DA MESMA MANEIRA QUE OLHAM EM LISBOA/PORTO,E CONSTRUAM A AUTOESTRADA DE RAIZ E NAO REMENDOS,QUE SÓ VAO ORIGINAR MAIS MORTES!

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