Dois idosos morreram, em Sátão e Penalva do Castelo, na sequência de queimadas | Cuidados a ter.

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Nesta terça-feira, dia 17 de abril, um idoso, de 79 anos, morreu carbonizado nas imediações da povoação de Lages, freguesia de Mioma, no concelho de Sátão. A sua esposa, que também se encontrava no local, sofreu queimaduras graves, estando internada no hospital de Coimbra para onde foi transportada pelo helicóptero do INEM.

Este é já o segundo idoso a morrer, na região, no espaço de um mês na sequência de queimas e de queimadas no âmbito da gestão de combustível que têm estado a ser efetuadas um pouco por todo o país. O caso anterior aconteceu no mês de março com um idoso com mais de 90 anos, em Penalva do Castelo.

Quem já veio alertar as pessoas para os cuidados a ter nestas situações foi Carlos Sousa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Sátão, em declarações à Alive FM. Alerta as pessoas para a necessidade de contactarem as autoridades quando tiverem que realizar queimadas de sobrantes para a gestão de combustível.

Este alerta tem sido, igualmente, difundido pela GNR que, através de comunicado, citado pelo Observador, refere que a realização de queimas, pese embora seja permitida nos espaços rurais fora do período crítico (verão), só o é “desde que não se verifiquem os índices de risco temporal de incêndio de níveis muito elevado e máximo”.

A GNR avança ainda que “é, no entanto, proibido fazer queimas a menos de 30 metros de quaisquer construções e a menos de 300 metros de bosques, matas, lenhas, searas, palhas, depósitos de substâncias suscetíveis de arder”. A queima é proibida, “e independentemente da distância, sempre que deva prever-se risco de incêndio”.

Também o ICNF, à pergunta “quando se pode fazer uma queima de amontoados?” responde o seguinte: “Nos espaços rurais, durante o período crítico e fora do período crítico quando se verifique o índice de risco de incêndio rural de níveis muito elevado e máximo é proibido fazer queimas de amontoados; fora do período crítico e desde que o risco de incêndio rural seja de nível elevado, moderado ou reduzido”.

Nunca é, pois, de mais alertar as pessoas para que se informem, junto das autoridades (GNR, câmaras municipais, bombeiros, proteção civil), para os cuidados a ter a para as regras a cumprirem quando tiverem que efetuar queimas de sobrantes ou queimadas nos seus terrenos.

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