Em Tondela, António Costa referiu que quer envolvimento de todos na limpeza de terrenos

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José António Santos (PC Tondela), Ministro Pedro Marques e o PM António Costa.

O primeiro-ministro, António Costa, alertou que a limpeza dos terrenos, para evitar os incêndios florestais, “vai ser impossível” se não houver um envolvimento de todos, acrescentando que “o trabalho que temos é enorme pelo país todo”.

Foi esta quinta feira, dia 8 de fevereiro, durante a sua deslocação ao concelho de Tondela, no âmbito da apresentação da empreitada de reconstrução de habitações afetadas pelo incêndio de outubro.

António Costa lembrou que o ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) já identificou as 19 áreas de maior risco de incêndio florestal, que abrangem “mais de 180 concelhos em todo o país, mais de mil freguesias e milhares de aldeias”.

“Ou este é um esforço que envolve toda a sociedade, cada um dos proprietários, ou então é um esforço que não pode ser assegurado só pelos presidentes de junta de freguesia, pelos presidentes de câmara, pelos ministros ou pelo primeiro-ministro. Tem de ser um esforço do conjunto da sociedade”, enfatizou o primeiro ministro.

António Costa lembrou que “os incêndios do verão apagam-se no inverno” e, por isso, “é essencial que todos tenham consciência de que há um trabalho fundamental a fazer de limpeza dos matos e das árvores em redor das casas e de cada povoação, de forma a aumentar a resistência e diminuir o risco de incêndio”.

“A lei impõe, há mais de dez anos, obrigações muito claras a todos. Nos 50 metros em redor de cada casa e nos 100 metros em redor de cada povoamento não pode haver mato, nem árvores”, explicou o primeiro ministro, acrescentando ainda que devem, igualmente, existir faixas limpas nas margens das vias de comunicação e por baixo das linhas de comunicação e eletricidade.

António Costa não deixou de referir que estes trabalhos deverão ocorrer até 15 de março, dizendo que “é dever de todos os proprietários procederem a essa limpeza” e que o objetivo “não é que as autoridades andem a autuar ou a cobrar multas”, mas que todos se envolvam e empenhem no aumento da segurança de pessoas e bens.

Deixou ainda bem claro que “a partir de 15 de março os municípios têm todo o poder para entrar nas propriedades privadas e fazerem o que os proprietários não fizeram”.

Foto: CMT

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