O dia 1 de outubro!

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Inês Pina

Por: Inês Pina

Vamos falar do dia 1 de outubro.

Alguns perguntaram: mas porquê este dia? Outros dirão, que o feriado em outubro é a 5 e não a 1. Ainda para mais quando o calendário diz que é a uma quinta-feira. Toda a gente sabe o jeito que dá feriados à quinta-feira, uma ponte dá sempre jeito. Calha sempre bem num país à beira mar com uns tórridos 30 graus em pleno mês de outubro!

Pois bem, eu não estou equivocada.

Quero mesmo falar do dia 1 de outubro.

Um dia muito importante. Esperava que 100% da população estivesse em sintonia sobre a sua importância. Porém, 40% deve achar que é apenas mais um dia para um #domingando ou #ronhadedomingo.

Dia 1 de outubro obrigava levava o país às urnas. As eleições autárquicas são das mais importantes (irei dizer isto de todos os atos eleitorais) aqui vemos a política a acontecer à frente dos nossos olhos.

Estamos todos a ver o orçamento de estado, aquele documento grande que fala em milhões? Esse é dividido em fatias. Essas fatias contemplam a nossa rua. Sim, o governo pensa na sua rua pomposa e cheia de cocó de cão. Mas, não se preocupe que o Costa não quer saber se foi você. Pois, quem vai aplicar diretamente o dinheiro na sua rua vai ser o seu presidente de junta.

Portanto, se precisamos de ver e sentir melhorias políticas, temos de votar em quem acreditemos que trabalha para o bem das ruas lá da vila. Daí a extrema importância de se votar. Esta é a política de proximidade com os cidadãos. A haver mudança, tem de se operacionalizar aqui. Aliás, se acha que faz melhor pela sua vila, ao fim de quatro anos toca a candidatar-se. Sim, está nas nossas mãos fazer diferente. Por isso é que não percebo o total desligamento.

Não percebo (olhem que eu nem vivi no tempo do Salazar) e acho, tenho a certeza que o voto é uma regalia/direito/dever. Se não me levantar do sofá, estou a dizer a quem manda que pode fazer o que quiser que eu não vou fiscalizar.

Ah, agora a conversa de sempre: “Para que ir votar, estão lá sempre os mesmos?”

Facto! Senhores, até eu fiquei chocada com a vitória do Isaltino!! Porém, primeiro ponto, quem vive em Oeiras é que sabe. Segundo, se são sempre os mesmos a ir votar, como devem calcular a coisa não muda muito. Os que poderiam ir fazer a diferença ficam impávidos e serenos! Conclusão, muitos dos que votam encaram o partido/sentido de voto como o clube de futebol. E meus caros, olhem os sportinguistas, 15 anos sem vitórias e 0 adeptos a abandonarem o clube!

O que falha em todo este processo? Muita coisa. Primeiro as televisões fazem das autárquicas um evento de duas cidades apenas. Muito errado. A informação deve ser a base para reverter este processo. Debates fazem falta. E não é só sobre o caos da cidade de Lisboa ou do Porto. Não pode ser só focalizado em como investir nas duas cidades. Tem de ser debates alargados por todas as capitais de distrito. Faz sentido que sejam os presidentes das várias câmaras os primeiros a quererem combater a linha que separa o interior do litoral e o norte do sul.

Corremos sempre o risco de ninguém ver, de ninguém querer saber. Mas ficará a certeza que se tentou levar a política aos cidadãos. Aliás, todos sabemos que na altura eleitoral a política assume uma linguagem bem mais acessível.

Só uma nota: eu não considero as arruadas uma forma de fazer política de proximidade. Regra geral, dão jeito para mostrar o lado popular, dão jeito para as canetas e bonés e beijinhos, mas sumo que é bom, nada!

Debates entre candidatos seriam muito importantes. Há que criar espaço nas localidades onde haja debates de ideias. Há que levar as propostas junto dos cidadãos e debate-las com os adversários.

E a Catalunha…

Que dia! Nem os meios de comunicação sabiam para onde se voltar! Esta vontade da Catalunha não é nova. Agora, ver violência associada a um referendo, faz corar muita democracia! Há quem chame a isto um golpe, por parte dos separatistas. Será?

O certo, a democracia ficou fragilizada. Falaremos mais sobre isto!

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