“O Malhadinhas”, de Aquilino Ribeiro, vai ganhar nova vida | Câmara de Vila Nova vai reeditá-lo

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A Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, a “velha Barrelas de um sino”, na pena de Aquilino Ribeiro, vai reeditar deste escritor o picaresco romance “O Malhadinhas”.

Falámos com o presidente da autarquia, José Morgado, que nos referiu:

“Vila Nova de Paiva, Sernancelhe e Moimenta da Beira são os três municípios que integram as “Terras do Demo, do título do romance publicado em 1919. Somos nós, também, as autarquias detentoras da tutela e administração da FAR – Fundação Aquilino Ribeiro, sedeada em Soutosa, neste período, até, sob vigência deste município.

Estas três autarquias, numa homenagem ao escritor que tão bem as retratou em suas vibrantes páginas, decidiram reeditar em colaboração com a Bertrand, primeiro “Cinco Réis de Gente”, com Sernancelhe e a primeira década de vida do autor, ficcionada, no Carregal. De seguida, Moimenta da Beira, com “O Homem da Nave” que tão grandiosamente retrata e descreve aquele território sito por todo o planalto com o mesmo nome. Finalmente, o meu município decidiu a republicação de “O Malhadinhas”, as façanhas do picaresco António Malhada, personagem real, almocreve, com muita descendência deixada na nossa terra. Parafraseio-lhe aqui o autor, no prefácio da obra: “N’ O Malhadinhas (…) entreluz a vida duma grossa e laboriosa aldeia, por avatares políticos tornada vila, mas ora e sempre gótica, fera, e eucrasicamente intacta. Através das andanças e aventuras do almocreve, perpassa ela, a velha Barrelas, em seus costumes e lida quotidiana.”

Assim, em Maio deste ano em que passariam 55 anos sobre a morte do consagrado autor das nossas terras e fiel retratista das nossas gentes, no entendimento de que a maior homenagem feita a um escritor é ler as suas obras, desta parceria com a Bertrand Editora, sai do prelo uma reedição que muito nos orgulhará, com capa contendo ilustração do Bernardo Marques e com um notável prefácio da professora de Literatura e ex-directora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Maria Alzira Seixo.

Faremos a apresentação num sábado de feira, o cenário ideal, pela meia tarde, numa cerimónia que irá decerto prestigiar, não só o protagonista como a nossa terra, aproveitando o ensejo para e na efeméride, homenagear o grande vulto das Letras nacionais que foi Aquilino Ribeiro. Se é aquiliniano, cá o esperamos.”

Cortesia: Rua Direita

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