Portugal é o 4º país da OCDE com mais pessoas com demência por cada 1000 habitantes

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Face a esta situação, José Carreira, presidente da Alzheimer Portugal, diz que “é muito importante capacitar a população para a mudança de comportamentos que promovam a saúde”.

O relatório da OCDE publicado a 10 de novembro, apresenta novos dados sobre a prevalência da demência, colocando Portugal como o 4º país com mais casos por cada mil habitantes. A média da OCDE é de 14.8 casos por cada mil habitantes, sendo que para Portugal a estimativa é de 19.9.

No topo da tabela encontramos o Japão com 23.3 casos por mil habitantes, seguindo-se Itália, Alemanha, Portugal, França, Grécia e Espanha.

De acordo com o relatório, a estimativa do número de casos com demência para Portugal sobe para mais de 205 mil pessoas, número que subirá para os 322 mil casos até 2037.

O principal fator de risco da demência é, de facto, a idade, aumentando a taxa de prevalência com o avanço da idade. Entre os 65 e os 69 anos a taxa de prevalência é de 2%, subindo para 4% entre os 70 e os 74, para 7% entre os 75 e os 79, para os 12% entre os 80 e os 84 e para 20% entre os 85 e os 89. Para as pessoas com mais de 90 anos, a taxa de prevalência é de 41%.

Para além da idade, sabemos hoje que existem outros factores que, controlados, podem ajudar a reduzir o risco de vir a desenvolver demência, tais como a prática de exercício físico, uma alimentação saudável, a estimulação cognitiva ou todos os comportamentos associados a um estilo de vida saudável.

“A grande maioria das pessoas não reconhece ainda que existem comportamentos que podemos adotar e que podem funcionar como factores protectores contra as demência, tais como controlar a tensão arterial, o colesterol, os níveis de açúcar no sangue. É muito importante capacitar a população para a mudança de comportamentos que promovam a saúde e, em última instância, nos ajudem a lutar contra as demências e esse é um dos grandes objectivos da Alzheimer Portugal: aumentar conhecimentos sobre esta doença.”, refere José Carreira, presidente da Direção da Alzheimer Portugal.

“Com o envelhecimento da população portuguesa, a taxa de prevalência das demências, sendo a doença de Alzheimer a mais prevalente, irá aumentar de ano para ano, pelo que é fundamental o reconhecimento dos sinais de alerta, que permita, por sua vez, um diagnóstico mais atempado. Muitas vezes, pode ser difícil perceber a diferença entre as mudanças características do envelhecimento e os primeiros sinais da Doença de Alzheimer. A perda de memória é uma característica natural do envelhecimento. Mas quando a perda de memória começa a perturbar a vida quotidiana da pessoa, já não estamos a falar de algo natural, mas sim daquilo que poderá ser um sintoma de demência.”, acrescenta José Carreira.

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