The post!

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Por: Inês Pina

Vou contar um segredo: eu amo o mundo do jornalismo. Não fosse eu uma das filhas da troika e teria posto jornalismo como primeira opção. E vá, não fosse eu tão racional, cenas e medrosa…e hoje andava a recibos verdes num jornal, numa caixa de supermercado!

Não vamos falar de mim, que eu não tenho interesse algum. Vamos falar do mundo do jornalismo, ou então não! É um mundo tão vasto e tão cheio de tricas que vamos ficar pela ramagem.

Inês Pina

Para tal vou inspirar-me no filme, The Post. tentarei não ser spoiler, também vou atentar ao conteúdo. José Pedro, quando uma crítica? É uma história clássica: os homens justos que lutam contra o sistema, sacrificando a vida – profissional e pessoal – pelos ideais que defendem.

A questão aqui é que é impossível dissociar The Post – onde Nixon e a sua administração tentam impedir que o The New York Times e o Washington Post publiquem relatórios confidenciais sobre o conflito no Vietname – do atual momento político dos Estados Unidos. Vêm logo à imagem as cenas de Trump de dedo apontado a gritar que o jornalismo crítico não passa de “fake news”.

“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”, escreveu Heródoto, o historiador da Grécia Antiga. Aqui The Post está mais interessado na denúncia do ataque à liberdade de imprensa, como quem diz “olhem, vejam lá se não é isto que está a acontecer outra vez”.

É uma causa justa e que ganha, com facilidade, a nossa empatia, até porque Streep e Hanks (e um elenco secundário muito cool) e a habitual ultracompetente realização de Spielberg não deixam dúvidas sobre a importância do que está em discussão.

Vivemos numa era onde se discute muito, todas as temáticas são alvo de reparos, as redes sociais são uma bomba constantemente a eclodir. Tudo é notícia, porém muito do que se passa no mundo continua a ter uma espécie de véu. Não sei se sou apenas eu. Contudo apesar de tanta transparecia, de tanto acesso à informação, julgo que há muito que nos é vedado. Ou que nós vedamos por comodismo. Não estaremos a perder tempo com a ramagem? Vejamos a guerra na Síria? Uma semana a falar no assunto e depois, nada de concreto é feito. A crise dos refugiados “ah e tal temos de resolver isto”, pensamento que se tem até outra notícia ganhar destaque.

Há muito poucas investigações de fundo e que mexam com a sociedade como a do Vietname. Os tempos são mesmo outros, é um fato! Todavia neste novo tempo o jornalismo tem de se reinventar tem de se lembrar que a informação deve servir os governados e não os governantes.

Foto: 20th Century Fox

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