Três empresas concorrem com o mesmo valor para a construção da nova ETAR de Sátão: 1.697.971,40 euros

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Foi precisamente este o valor, 1.697.971,40 euros, com que três empresas da região concorreram ao concurso público “Construção de ETAR de Sátão e do sistema de emissários de águas residuais”, empreitada que havia sido publicitada no Diário da República de 13 de setembro, pelo então presidente da câmara, Alexandre Vaz, empreitada que tinha um valor base de 1.886.634,88 euros e como critério de adjudicação o “mais baixo preço”.

Há, ainda, uma outra curiosidade a reter do procedimento concursal relativo a esta obra. É o facto de terem concorrido mais seis empresas a este concurso, sendo que estas foram todas excluídas pelo facto de não terem apresentado os documentos exigidos pelo concurso e terem apresentado formulários de proposta/candidatura com valores completamente discrepantes, de 1 euro, uma delas, e 3 euros, outra.

Desta situação resultou que as três propostas admitidas tinham, exatamente, o mesmo valor.

Confrontado com estas propostas de igual valor, por parte das três empresas admitidas, o júri do concurso recorreu à valia técnica das propostas a fim de proceder à respetiva ordenação, tendo o relatório final elaborado pelo júri sido aprovado, por maioria, na reunião da Câmara Municipal de Sátão de 27 de outubro de 2017.

Vários especialistas consultados pelo Dão e Demo disseram-nos que não é impossível esta situação ocorrer, de propostas exatamente iguais, pois resultam do somatório de inúmeras parcelas, mas um deles referiu que “seria mais fácil acertar no euro milhões do que, numa situação normal, serem apresentadas três propostas com o mesmo valor numa empreitada com esta dimensão e com tamanha complexidade de obras a executar”.

Recorde-se que esta obra prevê a construção, por um prazo de 365 dias, de emissários de águas residuais que acompanhem toda a linha do rio Sátão, desde Rãs até Sátão, a fim de serem eliminadas todas as fossas que estão a servir as localidades situadas na respetiva bacia hidrográfica (Rãs, Douro Calvo, Romãs, Decermilo, Avelal, Lages, Meã, Mioma e Sátão), culminando os trabalhos com a construção de uma nova ETAR, em Sátão, no Barro Branco.

Quanto a esta localização, Barro Branco, para construir a estação de tratamento de águas residuais, os vereadores da oposição na câmara de Sátão, Acácio Pinto, António José Caiado e Paula Cristina Cardoso, assumiram a sua discordância, uma vez que defendiam que a mesma deveria ser construída num local mais distante da área urbana de Sátão, conforme afirmam na sua página do Facebook, Eleitos Pela Nossa Terra – Sátão, ao referirem que discordam “da localização da ETAR no Barro Branco, em Sátão, pela sua proximidade à área urbana sul da vila de Sátão”.

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