Um de abril – dia das mentiras: saiba como surgiu e conheça a mentira que publicámos!

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Por: Acácio Pinto*

Pese embora as várias nomenclaturas, dia das mentiras ou dos enganos, para os portugueses, poisson d’avril, em França, april fool’s day, para os anglófonos, pesce d’aprile, em Itália, aprilschertz, para os teutófonos, o que é facto é que a semântica é a mesma. Trata-se do dia 1 de abril, dia assinalado em inúmeros países do mundo como um dia em que as pessoas e a comunicação social nos ‘pregam’ umas partidas.

As origens desta tradição não estão completamente dissecadas. Há, contudo, um facto que parece ter sido fundador, na segunda metade do séc. XVI, que foi o da mudança do calendário juliano para o calendário gregoriano, alterando-se, assim, o início do ano, de final de março, para o dia 1 de janeiro. E como muitas pessoas continuaram a celebrar o início do ano segundo o anterior calendário, no final de março, uns por desconhecimento, outros por se recusarem a aderir à mudança, estes, os conservadores, apoiantes do anterior calendário, começaram a receber, daqueles, dos adeptos do novo calendário, do gregoriano, prendas absurdas e a ser alvo de convites para iniciativas inventadas, precisamente, no dia 1 de abril, situação que começou a repetir-se anualmente e se prolongou até aos nossos dias, sendo comum que um pouco por todo o mundo, na atualidade, se inventem as mais inusitadas notícias.

E, recorde-se, algumas dessas fake news, do dia 1 de abril, ficaram célebres na imprensa nacional e internacional. Desde a redução da velocidade da internet devido à crise e por imposição da troika, em 2013, pela revista Exame Informática, à vende de CR7 da seleção portuguesa à seleção espanhola por 160 milhões de euros, em 2011, pelo jornal Independent, ou a criação de uma ferramenta que lia a mente dos utilizadores, em 2000, pela Google, até ao desmantelamento da Torre Eiffel, em 1986, pelo jornal Le Parisen, só para citarmos alguns exemplos, como se vê, de tudo um pouco se fez notícia e tudo deu azo à criatividade jornalística.

Pois bem, foi nesta boa senda de uma tradição secular, a que a comunicação social tem aderido ano após ano, que o jornal digital Dão e Demo agarrou num tema da atualidade, o da queda da nave espacial chinesa, Tiangong-1, que está iminente, aliás está prevista para este fim de semana, e a fez cair mais cedo do que o previsto, precisamente, na serra do Seixo, em Sátão (Exclusivo: Um fragmento da estação espacial chinesa, Tiangong-1, caiu em Sátão, esta noite, na serra do Seixo).

Cá estamos hoje, a 2 de abril, como também é da boa praxe, a repor a verdade dos factos e a pedir a compreensão a todos os leitores, sobretudo com um especial pedido de desculpa àqueles que possam ter sido induzidos em erro.

Continue connosco. Cá estamos e estaremos para continuar a informar com true news.

Até ao próximo dia das mentiras e obrigado pela preferência!

(*) Editor Dão e Demo

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