Exclusivo: Um fragmento da estação espacial chinesa, Tiangong-1, caiu em Sátão, esta noite, na serra do Seixo

0
11774
(Foto: Dão e Demo ©)

Um fragmento da estação espacial chinesa Tiangong-1 caiu ao início desta noite, por volta das 21:20, nos Penedinhos Brancos, na serra do Seixo, em Sátão, a escassos dez metros da torre de vigia de incêndios florestais.

Alertados por um morador do bairro do Mártir, em Sátão, visivelmente alarmado, que viu de sua casa um fragmento de fogo despenhar-se na serra do Seixo, os elementos da proteção civil municipal deslocaram-se para a serra do Seixo a fim de apurarem o que se passava e eis que, após algumas buscas no local encontraram, por volta das 22:15, segundo apurou Dão e Demo, um objeto metálico, ainda fumegante, com cerca de 10 cm, nas imediações da torre de vigia de incêndios florestais existente nos Penedinhos Brancos, o ponto mais alto da serra.

Depois de tomadas as devidas precauções e de terem contactado a Agência Espacial Portuguesa, os elementos da proteção civil municipal colocaram o fragmento, com uma tenaz, num saco térmico, à falta de saco antirradiações, tendo, de seguida, levado o fragmento à proteção civil distrital, a Viseu.

Ao que tudo indica, segundo Dão e Demo apurou junto de um elemento envolvido na operação, que nos forneceu igualmente a foto que anexamos, o fragmento metálico que apresentava um aspeto escuro de ferro fundido tinha numa ponta um vestígio avermelhado com cinco pontos amarelados (estrelas?) pouco visíveis, aparentando ser um vestígio da bandeira da China.

Ora, face a esta descrição, tal fragmento só pode tratar-se de um dos múltiplos resíduos da estação espacial chinesa Tiangong-1 que estava prestes reentrar na atmosfera terrestre e cuja previsão de queda abrangia o território português o que, afinal, terá acontecido. O que se terá passado é que a estação após a entrada na atmosfera terrestre incendiou-se e fragmentou-se em milhares de pedaços tendo um deles vindo cair precisamente na serra do Seixo, em Sátão.

Contactado, o Observatório Astronómico de Lisboa, que estava a rastrear a evolução da estação espacial chinesa, não quis comentar a situação e reservou uma posição oficial para mais tarde através de comunicado.

É possível que muitos outros fragmentos tenham caído na região, pelo que continuaremos atentos para levar até aos nossos leitores a informação em primeira mão.

Recorde-se que a estação estava desgovernada de março de 2016 e tinha a sua queda na terra prevista para uma data entre os dias 31 de março e 1 de abril, o que terá acabado por se confirmar.

As últimas imagens que haviam sido divulgadas da estação espacial chinesa foram da ESA (Agência Espacial Europeia) que a havia fotografado a 270 quilómetros de altitude.

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.