Vereadores do PS confrontaram Almeida Henriques com estudo do INE sobre poder de compra de Viseu

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(Foto: Jornal do Centro)

Na reunião ordinária da Câmara Municipal de Viseu, realizada hoje, 16 de novembro, os vereadores do Partido Socialista, Lúcia Silva, Pedro Antunes e José Pedro Gomes, “apresentaram e questionaram o executivo camarário relativamente a um estudo sobre o poder de compra nos concelhos portugueses, recentemente publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)”, referem o vereadores do PS, em comunicado.

“A análise realizada pelo INE é caracterizada pela robustez dos seus índices, com informação vasta em termos de caracterização do território e que permite avaliar os municípios no contexto nacional e regional relativamente ao poder de compra da sua população e a outros fatores afins em 2015”, sublinham os socialistas, dizendo ainda que “no referido estudo é patente que o concelho de Viseu vê a sua posição piorar de 2013 a 2015, estando o poder de compra de Viseu a divergir face à média nacional”.

Os vereadores do PS referem ainda que “o concelho de Viseu é aquele que apresenta o pior indicador do poder de compra per capita de todas as capitais de distrito da região Centro: abaixo da Guarda, de Castelo Branco, de Leiria, de Aveiro e de Coimbra” e que “o concelho de Viseu apresenta o pior indicador do poder de compra per capita de todas as capitais do interior: abaixo de Bragança, Vila Real, Santarém, Portalegre, Beja e Évora. Nas capitais de distrito, apenas em Viana do Castelo este indicador apresenta um valor inferior a Viseu”.

De referir que estes dados foram trazidos a público pelo Dão e Demo em artigo publicado a 12 de novembro.

Para os socialistas “o turismo vê os seus valores perder peso entre 2013 e 2015, havendo uma diminuição relativa face ao todo nacional, podendo-se inferir que houve uma diminuição da atividade turística”, acrescentando que “a par da diminuição da população, da perda de posição de Viseu que se vem constando nos rankings dos municípios e do maior investimento empresarial per capita em cidade da sua escala e em municípios vizinhos industrializados – este estudo vem evidenciar a ausência de forças motrizes económicas criadora de riqueza, que garantam qualidade de vida socialmente sustentável, sim, mas que mudem também o paradigma económico-empresarial de Viseu”.

Finalmente referem que “a dita “estratégia” Viseu Primeiro parece não estar a colher frutos, estando a faltar uma governação com uma estratégia de desenvolvimento para o Concelho, assumindo a cidade de Viseu o seu papel de liderança na região, mas sempre em diálogo construtivo com os municípios que a compõem, porque o desenvolvimento e o sucesso de Viseu será também o melhor para todos os concelhos da região”.

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