BE denuncia “desresponsabilização da câmara de Mangualde na esterilização de animais”

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A existência de colónias de animais de rua, nomeadamente de gatos, no concelho de Mangualde é do conhecimento geral. A existência de cuidadores informais destas colónias de gatos é uma realidade, sendo por vezes necessário sensibilizar estas pessoas para os cuidados adequados a dar aos animais, nem todos os animais que constituem estas colónias são passíveis de adopção, revela o Bloco de Esquerda através de comunicado.

“A falta de controlo destas colónias de gatos é motivo de reclamação por parte de alguns moradores devido ao ruído, falta de higiene ou receios de propagação de doenças”, refere o comunicado.

“O desenvolvimento de Programas de Recolha, Esterilização e Devolução para os animais destas colónias permite desenvolver um acompanhamento veterinário das condições de saúde dos animais bem como um controlo da população existente e é já praticado em vários municípios do país por entidades não-governativas, associações locais e protectores e protectoras individuais como é no caso do concelho de Mangualde, onde os e as munícipes acarretam com a totalidade dos custos de esterilizações de animais de rua mesmo havendo fundos comunitários disponíveis para o efeito”, acrescenta o comunicado.

O Grupo de Trabalho do Distrito de Viseu dos Direitos dos Animais do Bloco de Esquerda refere ainda que “a Resolução da Assembleia da República n.º 27/2016, prevê a promoção e “realização de programas CED (captura, esterilização e devolução) em colónias de animais de rua estabilizadas e que garanta a protecção legal dos animais que são cuidados num espaço ou numa via pública limitada cuja guarda, detenção, alimentação e cuidados médico-veterinários são assegurados por uma parte de uma comunidade local de moradores”.

Finalmente os bloquistas referem que “no ano 2018, o Governo disponibilizou verbas para a esterilização de animais de rua e o concelho de Mangualde não soube aproveitar esta oportunidade. Esperemos que o faça neste ano 2019, já que haverá mais financiamento para a esterilização de animais” e que “a autarquia tem que ser a primeira a promover boas práticas no âmbito do bem-estar animal e garantir a saúde pública no concelho, não se pode desresponsabilizar de uma situação que a dever do município e deixar cair toda a responsabilidade em munícipes”.

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