A França do ‘petit peuple’ declara guerra à ditadura financeira dos ‘Rothschilds’ e companhia

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António Fonseca | Colaborador Dão e Demo

Por: António Fonseca (Lausanne – Suiça)

Já há quem fale de uma primavera francesa que está a espalhar-se para todos os países ocidentais (22 segundo alguma comunicação social). A ação dos coletes amarelos, tímida a princípio, tomou uma escala inesperada em Paris quando os manifestantes, embora poucos e com muita polícia a carregar, decidiram ocupar a avenida simbólica dos Campos Elísios .

Esta parte da capital francesa representa por um lado o passado patriótico francês mas também o seu contrário: o poder do dinheiro que o socialista François Hollande prometeu combater se fosse eleito. Porém, o antecessor de Emmanuel Macron rapidamente perdeu o entusiasmo uma vez no Eliseu, tendo saído pela ‘porta do cavalo’ no fim do seu mandato com o título de presidente dos ricos. É que o poder das finanças nos países industrializados que dominam o mundo está longe de ser um alvo fácil para os líderes políticos cujas carreiras são feitas e ‘vendidas’ à mercê dos mais ricos.

A ascensão da extrema direita, tal como na década de 1930 na maioria dos países europeus, acabará por causar um terremoto, não pelas qualidades da mesma mas pela arrogância e poder do dinheiro em que o poder dito democrático vive (o pobre cada vez mais pobre, o rico cada vez mais rico). Os ingredientes para uma revolta geral e o aparecimento de regimes patrióticos ou nacionalistas estão reunidos e os primeiros sintomas de uma divisão entre governantes e governados começam a aparecer.

Hoje quem denuncia a classe política corrupta, medíocre e vendida a interesses que vão contra o desígnio nacional é logo acusado de ser da extrema-direita e populista (auto defesa de regime moribundo!).

O auto proclamado presidente ‘jupiteriano’ Emmanuel Macron foi colocado no poder pelos ‘Rothschilds’ e companhia, (como terceiro que sou e vivendo num país vizinho não foi difícil ver e testemunhar toda a campanha feita pelos media a seu favor) uma fortuna com múltiplas nacionalidades, dona dos bancos e dos media que molda a política dos países de acordo com a situação económica à sua conveniência. É ela quem dita o roteiro para o presidente que ela elege. Foi ela quem fez alinhar Nicolas Sarkozy “presidente de direita” na política belicista de Washington e que matou o líder líbio Muammar Kaddafi para aproveitar a riqueza subterrânea Líbia em gás natural. Foi também ela quem ordenou a François Hollande “presidente da esquerda ” que fizesse o mesmo na Síria, o único país que, até à sua destruição, ainda podia embaraçar Israel assim como na África francófona, onde os recursos naturais continuam nas mãos da “família governante” da V República.

Os ‘Rothschilds’ patrocinaram Emmanuel Macron para fazer o trabalho sujo de empobrecer a classe média, operária e aposentados da sociedade francesa e enriquecer os mais ricos eliminando por exemplo o imposto sobre a riqueza e aumentando os impostos a quem vive do trabalho ou da aposentação.

A Democracia Ocidental, que consiste em deixar a plebe falar livremente, oculta uma ditadura disfarçada, cujo poder real está concentrado nas mãos de um punhado de banqueiros especulativos e de magnatas da desinformação, os dois frequentemente ligados por alianças.

François Hollande presidente dos ricos, Emmanuel Macron presidente dos muito ricos…

Coletes amarelos, 12 mortos e mais de 500 feridos dos quais alguns seriamente graves e sem fim à vista.

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