A Loja do Cidadão

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Carlos Cunha: Colaborador Dão e Demo

Por: Carlos Cunha

Quando a manta é curta, tapa-se de um lado e destapa-se do outro. É o que acontece se mudarem a Loja do Cidadão em Viseu.

A Loja do Cidadão foi criada inicialmente para retirar serviços do centro da cidade, concentrando-os num local mais afastado, mas onde ficassem acessíveis ao cidadão. A facilidade em estacionar é obviamente uma variável determinante.

A mudança da Loja do Cidadão tem mais contras do que prós, começando logo pela questão do estacionamento, bastante mais difícil de encontrar, tornando-se ainda mais raro nos meses de Dezembro e de verão por causa da grande afluência de emigrantes.

Atualmente, na Loja do Cidadão há um conjunto de serviços que desapareceram e que quase esvaziaram o piso superior. No piso inferior acontece precisamente o contrário, registando-se uma grande procura pelos serviços aí existentes.

A atual Loja do Cidadão assume-se como um espaço âncora fundamental para o desenvolvimento económico de proximidade, havendo algum pequeno comércio que se desenvolve e vive nas suas imediações e que sem a existência daquele serviço certamente alguns teriam de cerrar portas. Deste modo, o caminho mais certo será o de optar pela continuidade da Loja do Cidadão onde se encontra.

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