Aguiar da Beira | Dólmen de Carapito vai ser restaurado

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Dólmen I de Carapito (Foto: Património Cultural)

É considerado um dos “grandes sepulcros megalíticos de corredor da Beira Alta” e vai ser alvo de restauro, o dólmen de Carapito, no concelho de Aguiar da Beira.

A sessão de apresentação do projeto de restauro e valorização do “Dólmen I de Carapito” teve lugar no dia 10 de novembro de 2018 pelas 16:00h na sede da Junta de Freguesia de Carapito.

Com o projeto, da responsabilidade da EON, Indústrias Criativas, a ser coordenado por Pedro Sobral de Carvalho, que conta com o apoio de vários especialistas, a Câmara de Aguiar da Beira refere “a importância que este monumento megalítico possui, tanto no âmbito científico, como no pedagógico e turístico” como forma de potenciar o seu território.

De referir que o “Dólmen de Carapito I” também conhecido como “Casa da Moura” foi considerado monumento nacional em 21 de dezembro de 1974 pelo DL 735.

Recorde-se aqui que a propósito deste monumento o site Património Cultural, administrado pela DGPC, refere, num texto assinado por AMartins, que “este dólmen insere-se no grupo mais abrangente dos grandes sepulcros megalíticos de corredor da Beira Alta”.

“Embora ainda não tivessem sido detetados quaisquer elementos do corredor, trata-se, sem dúvida, de uma estrutura megalítica de consideráveis dimensões, constituída por uma câmara poligonal simples. Em relação àquela que é tida como a utilização primordial deste monumento (cerca de 2 900 a. C.), os investigadores V. Leisner e L. Ribeiro registaram a presença de vestígios de uma lareira, aos quais se encontravam associados diversos materiais, como no caso de micrólitos geométricos, contas de colar de variscite, bem como de machados polidos. Foi ainda ao nível da camada da base da câmara que se encontraram outros artefactos, como lâminas e lamelas. Quanto à cerâmica, ela é praticamente omissa, embora se tivesse exumado um fragmento decorado com a aplicação do punção”, acrescenta ainda a DGPC.

“O quadro relativo à aparente ausência de materiais cerâmicos é rapidamente alterado com a análise dos artefactos associados às camadas de ocupação posterior. Com efeito, constata-se um aumento destes recipientes que, agora, nos surgem em formas simples, lisas, semiesféricas e de taças em calote. Em contrapartida, observa-se um nítido decréscimo dos materiais em maior abundância na primeira camada, ou seja, dos líticos”, refere ainda o citado site.

Finalmente a DGPC avança que “um dos elementos mais interessantes desta estrutura megalítica residirá, contudo, no facto de dois dos seus esteios apresentarem algumas gravuras constituídas por círculos, raiados, linhas onduladas verticais e círculos concêntricos”.

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