António Marto: O novo cardeal português foi bispo de Viseu entre 2004 e 2006

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António Marto, o novo cardeal português, no momento da nomeação (Foto: Ecclesia).

O novo cardeal português, António Marto, formalmente investido nessas funções a 28 de junho pelo papa Francisco, no Vaticano, foi bispo de Viseu entre 2004 e 2006.

De 71 anos de idade, António Augusti dos Santos Marto, atual bispo de Leiria-Fátima, foi elevado a cardeal no dia 28 de junho numa cerimónia que teve lugar no Vaticano e que foi presidida pelo Papa Francisco.

Nascido no concelho de Chaves, em Tronco, tendo estudado humanidades e teologia no Seminário de Vila Real e no seminário Maior do Porto, António Marto foi ordenado sacerdote em 1971, em Roma, onde se especializou e efetuou o doutoramento.

A partir de 1977, data do seu regresso a Portugal, ao Porto, desempenhou diversas funções no âmbito da docência em faculdades de teologia portuguesas e colabou regularmente em diversas paróquias diocesanas, sempre com muitas ligações aos movimentos operários católicos.

Depois, a partir de 2001, foi ordenado bispo e começou como bispo auxiliar de Braga, tendo em 22 de abril de 2004 sido nomeado bispo de Viseu, pelo Papa João Paulo II, para suceder a António Monteiro que havia falecido a 3 de abril.

A posse em Viseu aconteceu em 20 de junho de 2004, na Sé Catedral de Viseu, tendo-se cumprido recentemente 14 anos sobre tal cerimónia. António Marto foi o 81º bispo de Viseu.

Permaneceu em Viseu até partir para a diocese de Leiria-Fátima, o que aconteceu dois escassos anos após a sua estada em Viseu. Em 22 de abril de 2006 foi nomeado bispo de Leiria-Fátima tendo tomado posse canónica em 25 de junho do mesmo ano, onde foi substituir Serafim Ferreira Silva que havia pedido renúncia quando atingiu os 75 anos.

Estando há 12 anos à frente da diocese, onde recebeu em 2010 o papa Bento XVI e em 2017 o papa Francisco, por altura das comemorações do centenário das aparições, chegou agora a vez de o Papa o elevar a Cardeal.

Segundo o Observador, «após a elevação ao cardinalato, D. António Marto confessou que sentiu “um peso que não tinha sentido antes” quando se aproximou do Papa Francisco para receber as insígnias cardinalícias. “À medida que a gente se aproxima para ser investidos, a gente sente um peso. Parece que não sentiu antes, mas sente assim como que um peso cá dentro a dizer assim: “Vais assumir uma nova missão”. Mas depois chega-se lá, àquela comemoração, na entrega das insígnias, a gente saúda o Papa e fica satisfeito”, disse D. António Marto aos jornalistas portugueses no Vaticano. “Naquele momento anterior, enquanto sobe as escadas, se está ali à espera um bocadinho e sobe as escadas até lá chegar… Eu falo por mim, os outros não sei o que sentiram. Parece que senti um peso que não tinha sentido antes. Quando desci, aí já estava sereno e aliviado”, acrescentou.»

Fonte: Diocese Leiria-Fátima

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