As eternas sapatilhas.

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Carlos Cunha: Colaborador Dão e Demo

Por: Carlos Cunha

Com o avançar da idade vais mudando algumas perspetivas.

Quando era mais novo usava sapatilhas, nunca gostei muito de dizer ténis, porque não gostava de mais nenhum calçado costumava inventar desculpas do tipo: apertam-me, magoam-me no calcanhar e mais umas quantas que, então, me viessem à imaginação.

A minha mãe ficava aborrecida, pois, as botas estavam novas e era uma pena não as usar. Mas qual quê… o pé fugia-me para a sapatilha que era um rápido.

Mas a minha maior e mais suprema indignação era com as sandálias.

-Olha que bem que te ficam! – dizia a minha mãe em mais uma infindável tentativa de me convencer a calçar umas sandalinhas com tiras e uma fivelinha dourada para apertar.

Pronto, lá acabava por fazer o sacrifício de as calçar uma ou duas vezes até que a bendita fivela um dia rebentou. A minha mãe ainda disse que tinham conserto. Para mal dos meus pecados! Pensei em voz interior.

Tudo isto para vos dizer que alguns sapatos e botas que tenho são como certas pessoas: os primeiros maçam-me os pés, as segundas maçam-me a paciência, que com idade vai ficando mais curta.

Nos dias de hoje, uso de sapatilhas pelo conforto que dão, mas sem perder de vista o estilo com completam o vestuário!

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