Assembleia Municipal de Sátão aprovou adesão às Águas de Viseu | 18 votos a favor e 12 contra

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Em reunião extraordinária, a Assembleia Municipal de Sátão decidiu por maioria votar a favor da adesão à empresa intermunicipal Águas de Viseu.

Dos trinta deputados municipais presentes na reunião extraordinária de hoje, dia 1 de agosto, dezoito, eleitos pelo PSD, votaram a favor e doze, eleitos pelos independentes, votaram contra a adesão de Sátão à empresa intermunicipal Águas de Viseu. Destes, onze foram eleitos pelo grupo de cidadãos Pela Nossa Terra e um pelo grupo Cinco Estrelas.

Paulo Santos, presidente da autarquia, efetuou a primeira intervenção explicando os documentos e referindo que na opinião da câmara, onde os mesmos documentos foram aprovados, com 4 votos a favor e 3 votos contra, há mais benefícios do que prejuízos para o concelho. Reconheceu o aumento que se vai verificar, mas falou da importância da adesão, decidida pelos oito presidentes dos municípios de Viseu, Sátão, Vila Nova de Paiva, Penalva do Castelo, Mangualde, São Pedro do Sul e Vouzela, esperando que todos aprovem os documentos nos respetivos órgãos municipais.

De seguida intervieram vários deputados municipais, uns argumentando a favor outros contra. Intervieram pelo PSD, a favor, Sérgio Ferreira, Armando Cunha, Rui Miguel Cabral e Eugénia Duarte e pelos independentes, contra, Luís Quental, Carlos Rodrigues, António Carvalho e Paulo Mendes.

Com os futuros tarifários a minha fatura aumentará 70%, referiu Paulo Mendes

Os argumentos a favor passaram pelo facto de com esta agregação se estar a aumentar a capacidade para responder a uma situação de crise como a do ano anterior e ainda com o facto de se poderem candidatar obras a fundos comunitários no âmbito das águas e saneamento e os argumentos contra tiveram a ver com a falta de investimento no concelho de Sátão, nomeadamente na barragem da Maeira, no rio Vouga, e com o aumento excessivo do preço da água, tendo, inclusivamente, o deputado Paulo Mendes, depois de uma exaustiva e minuciosa análise de todos os documentos, e com base nos novos preços que constavam dos documentos, feito um exercício com a sua fatura da água do último mês. “Se já estivessem em vigor os novos tarifários teria pago mais 70%”, referiu Paulo Mendes, que votou contra e ainda confrontou o presidente com uma notícia publicada no site da câmara de Viseu de setembro de 2017, em que a barragem do Vouga era prioritária e que agora deixou de ser.

Quanto à barragem da Maeira, pese embora a divergência de votação, passou pelas intervenções de todos a vontade de que venha a ser “exigida a sua construção”, nas palavras do deputado Armando Cunha.

Sérgio Ferreira lembrou que não devemos ficar “orgulhosamente sós”, Luís Quental disse que esta aprovação era “uma vergonha”, começando, inclusivamente por tirar uma fotografia aos membros presentes para mostrar, daqui a três anos, e sabermos “quem aprovou esta adesão”.

António José Carvalho, questionou o preço da água no futuro e lembrou que a junta de Sátão não avançou com uma candidatura no Rato, financiada a 90%, pelo facto da albufeira da Maeira ir submergir essas obras. Carlos Rodrigues confrontou o presidente com declarações de que ia construir uma mini barragem no Golão, situação que Paulo Santos confirmou dizendo, porém, que não iria ser feita uma vez que os estudos sobre a mesma a inviabilizaram. Rui Miguel Cabral lembrou a falta de água de 2005 para sustentar o seu voto a favor.

Já Eugénia Duarte, que interveio para defender a adesaão, veio dizer que o voto a favor deveria ficar condicionado à adesão de todos os municípios, “caso contrário a adesão seria revogada”.

 

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