Autarcas da CIM Douro preocupados com exploração de urânio junto à fronteira

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(Foto: Google - captura 25.06.2018)

Os dezanove autarcas da CIM Douro reunidos em Moimenta da Beira, na reunião do conselho intermunicipal, colocaram em cima da mesa, para debate, a exploração de urânio em Espanha, mais concretamente, entre Cidade de Rodrigo e Salamanca, na zona de Retortillo.

O assunto da exploração de urânio em Espanha, próximo da fronteira, entre Cidade de Rodrigo e Salamanca, na mina projetada para a zona de Retortillo, tem vindo a ser alvo da contestação por parte de vários grupos ambientalistas portugueses e espanhóis, depois da exploração desta mina ter sido colocada na ordem do dia.

Mesa que presidiu à reunião da CIMDOURO

Desde a plataforma espanhola Stop Uranio até às portuguesas Quercus e Azu os alertas e as manifestações não se têm feito esperar. Estas associações exigem a suspensão da mina e reclamam uma avaliação de impacto ambiental transfronteiriço.

As associações portuguesas reclamam uma atitude firme por parte do governo português na defesa da saúde pública, do ambiente e das atividades económicas.

O projeto desenvolve-se na bacia hidrográfica do rio Yeltes, um afluente do rio Douro, o que contaminará as águas dos dois rios, afetando, assim as atividades humanas e económicas a jusante.

Agora foram os autarcas da CIMDOURO a manifestar atenção e preocupação para com este assunto, tendo decidido colocá-lo na agenda política e debatê-lo no sentido de acautelarem a saúde pública e as atividades económicas dos seus territórios.

A reunião teve lugar no dia 20 de junho no Auditório da Artenave, Atelier – Associação de Solidariedade, em Moimenta da Beira e foi presidida pelo autarca de Sernancelhe, Carlos Silva Santiago, presidente da CIMDOURO.

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