BE refere que variante à EN 229, entre Mundão e IP5, coloca em causa água potável em Rio de Loba

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EN 229

“Água potável de Rio de Loba em causa com a construção da Variante da EN229 entre Mundão e o IP5”, refere o Bloco de esquerda através de comunicado.

O Bloco de Esquerda tem acompanhado “com preocupação a intenção de construção de uma variante à Estrada Nacional 229, entre a Zona Industrial de Mundão e o IP5, no traçado escolhido pela Câmara Municipal de Viseu”, avança o BE de Viseu.

E o Bloco de Esquerda prossegue referindo que “a população que se tem manifestado, não é contra a construção desta variante, bem pelo contrário, achamos que será uma forma de direcionar trânsito pesado para fora das zonas residenciais, bem como proporcionar uma ligação mais rápida entre o concelho do Sátão e o IP5/A25”.

Os bloquistas esclarecem que “a contestação, que já levou à promoção de um abaixo-assinado dirigido à Infraestruturas de Portugal e à Câmara Municipal de Viseu, deve-se à opção escolhida que, das várias estudadas, é a que tem mais impactes ambientais e a que terá mais custos para os contribuintes”.

A seguir, o comunicado refere que “os moradores desta zona consideram que o projeto acarreta uma série de impactes que incluem a destruição de terrenos agrícolas férteis, a contaminação de aquíferos que servem a população na captação de água, o impacte no ambiente e a degradação da qualidade de vida da população”.

E prosseguindo avançam que “não obstante, os habitantes consideram esta infraestrutura essencial tendo proposto a existência de um traçado alternativo que terá sido estudado pelas Infraestruturas de Portugal que reconhece ser uma opção mais viável. No entanto, o traçado original encontra-se previsto em Plano Diretor Municipal (PDM) de Viseu de 2013, tendo desrespeitado legislação vária de proteção ambiental. A saber, os 1400 metros iniciais do traçado que atravessam terrenos cultivados e áreas pertencentes à Reserva Agrícola Nacional (RAN) e à Reserva Ecológica Nacional (REN), assim como se localizarão em área de aquífero delimitado, onde se encontram várias minas, galerias subterrâneas e instalações das Águas de Viseu que captam e tratam água proveniente destes aquíferos. É de referir que em 2017, aquando da falta de água em Fagilde, algumas cisternas foram abastecer à “Fonte do Rei”, uma das instalações dos serviços municipalizados que se encontram na zona onde o traçado passará”.

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