BE reportou à GNR e à DGAV más práticas no canil de Aguiar da Beira, Sátão e Penalva do Castelo.

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O canil intermunicipal de Aguiar da Beira, Sátão e Penalva do Castelo, localizado em Rãs, está mais uma vez na mira do BE, desta feita devido a “más práticas” a nível da adoção.

O BE divulgou, hoje, através de comunicado que “recebeu uma denúncia que comprova, mais uma vez, as más práticas do Canil Intermunicipal localizado no Sátão e que recebe animais abandonados e errantes dos concelhos de Aguiar da Beira, Sátão e Penalva do Castelo e ainda tem protocolos de recolha com os concelhos de Mangualde e Santa Comba Dão”, situação que já reportou à GNR do Sátão e a Divisão da DGAV em Viseu.

O Bloco de Esquerda, através do seu Grupo de Trabalho para a Defesa dos Direitos dos Animais, revela que “um residente do Sátão dirigiu-se ao canil intermunicipal para adotar o Nico, um cão com 2 meses, e a Lua, uma gata com 4 meses” e que “para espanto do adotante, os animais vinham em péssimas condições de saúde, colocando em risco a própria vida dos animais e a saúde de crianças e adultas que habitam com os animais”.

Para ilustrar a situação o BE remete fotos, dos animais, do boletim sanitário dos animais e fatura das despesas, que “comprovam os serviços veterinários prestados logo no dia a seguir à adoção confirmando o estado de saúde deplorável dos animais, que procedem, para agravar, de um canil intermunicipal que gasta 120 mil euros anuais, um dos canis que mais gasta no nosso país, segundo dados do Governo, o que deveria ser garantia de um tratamento de qualidade”.

No comunicado recebido esta tarde, 10 de outubro, nas redações, refere-se que “a desparasitação do Nico vem assinada pelos veterinários municipais, mas duvidamos de tal processo veterinário já que ele estava completamente desnutrido e com uma forte diarreia, diarreia que passou pouco depois a sangue. Quando chegou ao veterinário já não tinha força nas patas e levantava-se com dificuldade, o Nico passou a tomar antibióticos três vezes por dia durante dez dias devido a uma gastroenterite. Segundo o veterinário, os parasitas já estavam na corrente sanguínea tendo o perigo de se instalarem nos pulmões”.

Os bloquistas referem também que “a Luna chegou num estado de grande debilidade, comendo muito pouco. O veterinário constatou que ela tinha febre e as fezes também expeliam parasitas”.

O Bloco acrescenta ainda que “já denunciou no passado as ilegalidades cometidas no canil intermunicipal, como a não esterilização dos animais que ali permanecem tendo constatado um animal com cachorros que tinha engravidado no próprio canil, relembramos que foram disponibilizados 500 mil euros para a esterilização animal e assim garantir o cumprimento da lei, verbas que acabam no dia 15 de Novembro e que até agora só foram gastos pelos municípios perto de 80 mil euros, cada canil intermunicipal têm direito a 30 mil euros”.

O BE não entende como é que os animais permanecem doentes dentro do próprio canil e são entregues num estado de saúde inaceitável colocando em risco de vida os próprios animais e a saúde dos adotantes.

A finalizar, o Grupo de Trabalho do Distrito de Viseu do Bloco de Esquerda para a Defesa dos Direitos dos Animais, que assina o comunicado, refere que “está fortemente empenhado em que as autarquias do distrito de Viseu cumpram com as normas que garante o cumprimento da lei 27/2016 que proíbe o abate de animais por sobrelotação em troca de processos de esterilização a animais errantes e que seguem para adoção, já que tem havido, claramente, bastante resistência dos municípios a aderir, a orçamentar e tomar decisões políticas que permitam que a legislação seja cumprida. Também não deixará de denunciar situações que coloquem em risco a vida e a saúde de todos os animais, não garantido assim a segurança desejada que eles merecem”.

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