Candidatura de Lúcia Silva acusa Almeida Henriques de ‘4 anos sem fazer por Viseu’

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A candidatura de Lúcia Silva, pelo PS, à Câmara Municipal de Viseu, acusa, através de comunicado, Almeida Henriques de estar há “4 anos sem fazer por Viseu” e de não ter, portanto “concretizada qualquer obra emblemática”.

Eis o teor integral do comunicado:

«Nos últimos rankings de cidades publicados, Viseu tem caído diversos lugares, inclusive na dimensão Ambiente e Qualidade de Vida, “imagem de marca” da Cidade. Por exemplo, no indicador “área verde per capita ”Viseu apresenta agora valores muito reduzidos comparativamente a outras cidades “concorrentes”.

Saúda-se assim a ampliação do Parque de Santiago, recentemente inaugurada, com os seus novos equipamentos, os campos desportivos informais, a requalificação da frente ribeirinha ou as suas novas arquiteturas.

Porém, politicamente, há que enquadrar esta obra. Evidenciar um dos alcances fundamentais para esta intervenção.

De repente, certamente de modo a estar concluída próximo do verão, sem estar prevista em qualquer documento estratégico ou programático, surgiu a requalificação rápida, “fácil”, mas suficientemente vistosa para o efeito, do Parque de Santiago.

De facto, parece uma obra “mais à mão” para disfarçar uma evidência: à exceção da ETAR Viseu Sul, lançada pelo seu antecessor, no mandato de Almeida Henriques à frente da Câmara Municipal de Viseu não foi concretizada qualquer obra emblemática. Uma que seja das inúmeras “obras do regime” anunciadas e re-anunciadas, com a pompa e a circunstância (propagandística) que norteou a política do PSD nos últimos 4 anos, refiram-se algumas:

– a cobertura do Mercado 2 de Maio; a reconfiguração do Pavilhão Multiusos; a reconstrução do edifício para as Águas de Viseu; o antigo edifício do Orfeão de Viseu; a instalação da Polícia Municipal, de um hostel, das residências de estudantes e de áreas verdes no centro histórico; os diversos parques de estacionamento; a reconfiguração do Mercado Municipal; as obras nas habitações e espaços públicos do Bairro Municipal; o alargamento do Parque Empresarial de Coimbrões; a ampliação do Teatro de Viriato; o novo acesso à Casa de Saúde e a rotunda do Colégio da Via Sacra; a duplicação do acesso a Viseu pela EN 229; a conclusão da circunvalação na Avenida Capitão Homem Ribeiro; a requalificação do espaço da feira semanal; a abertura plena do Parque Urbano da Aguieira; a requalificação do Largo António José Pereira e das ruas João Mendes, Cónego Martins e Soar de Cima; a reconstrução da “Casa das Bocas”; as hortas comunitárias e pedagógicas; a musealização da “Casa da Calçada”; a reabilitação do Fontelo; a requalificação da Central de Camionagem; a Casa das Associações; o corredor verde entre o Fontelo e a Ecopista do Dão; as novas ciclovias; o sistema de tratamento de lamas da ETA de Fagilde, etc., etc.

De facto, como um político histórico do Concelho e do PSD local sugeriu numa entrevista recente, Almeida Henriques não fez Obra.

Saliente-se ainda que, para completar o cabaz básico de eleitoralismo municipal, assiste-se agora, sem pudor e num ritmo que se advinha crescente até final do mandato, a uma “correria” pelas freguesias do Concelho, seja para lançamento de obras, pequenas inaugurações e até reinaugurações, a par da assinatura de protocolos e entrega de envelopes financeiros às instituições do Município.»

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