Carlos Sousa tem o “sonho” de ver erguido um monumento aos bombeiros, em Sátão.

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(Foto Bela)

Entrevistou: Acácio Pinto

É comandante dos bombeiros de Sátão desde 2010 e na sessão de inauguração das obras de requalificação do quartel dos bombeiros, que teve lugar no dia 27 de outubro, disse que tinha o “sonho de ver construído em Sátão um monumento aos bombeiros”.

Tem 50 anos de idade, desempenha funções profissionais na Autoridade Nacional de Proteção Civil e é bombeiro há 17 anos.

É natural do Pereiro, freguesia de Sátão.

Falamos de Carlos Alberto Pereira Sousa, o nosso convidado para mais uma entrevista Dão e Demo.

 

“Era fazer uma homenagem justa a todos os bombeiros com e sem farda”

Dão e Demo: Na sessão de inauguração das obras de requalificação do quartel falaste que gostarias que fosse erguido em Sátão um monumento aos bombeiros, que tinhas esse “sonho”. Qual o motivo que te levou a lançar esse desafio?

Carlos Sousa: Era fazer uma homenagem justa a todos os bombeiros com e sem farda que ao longo dos 41 anos de existência da Associação Humanitários dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Sátão deram o seu melhor em prol da comunidade,  no socorro de pessoas e bens do concelho, do distrito e do País .

(Foto Bela)

DD: Tens alguma ideia sobre o local onde deveria ser erigido esse monumento?

CS: Não, mas gostava que fosse um local com visibilidade.

 DD: Quantos bombeiros tens sob o teu comando? Tem havido muitos bombeiros a entrar?

CS: Temos 65 bombeiros. Todos os anos fazemos novas escolas de estagiários e nas duas últimas têm aderido mais mulheres.

 

“Os incentivos ao voluntariado são escassos”

DD: Refere-nos alguns aspectos que te preocupam a nível de apoios, equipamentos e formação dos bombeiros?

CS: Falta de incentivos ao voluntariado, existem alguns, mas na minha opinião são escassos. Os equipamentos de proteção individual, florestal, urbano e industrial deveriam ser alvo de maior e melhor investimento e a formação deveria ser descentralizada e com maior incidência ao fim de semana e pós laboral. Um outro aspeto que deveria merecer a atenção era a alteração do enquadramento legal para o ingresso na carreira de bombeiro voluntário, pois é muito demorado.

 DD: As obras agora inauguradas vieram melhorar as condições gerais do quartel, o que quer dizer que também em termos operacionais. Quais os aspetos operacionais que melhoraram?

CS: Com a inauguração das obras de ampliação de remodelação foram criadas condições para que os bombeiros se sintam mais confortáveis e possam permanecer mais tempo nas instalações.

(Foto Bela)

DD: Consideras o parque de viaturas adequado às necessidades nas várias valências da missão dos bombeiros?

CS: Sim, o parque automóvel está praticamente todo remodelado. Na área da saúde, por exemplo, com o novo regulamento de transporte de doentes, os veículos têm que ser vistoriados pelo INEM, e as ambulâncias mais antigas tiveram que ser abatidas pois não reuniam os requisitos para obterem o alvará para o serviço de socorro e transporte de doentes.

 

“O pior dia como comandante foi quando ardeu um veículo num fogo florestal”

DD: Qual o pior momento que viveste como comandante?

CS: Foi no dia 23 de setembro de 2017. Estava em São João da Pesqueira, acompanhado pelo senhor presidente da direção, no aniversário dos bombeiros locais, quando recebi uma chamada a dizer que, um veículo do Sátão, tinha ardido completamente num fogo florestal em Caria, Moimenta da Beira.

Foi como se me tivesse caído tudo em cima. Desde esse telefonema até conseguir falar com todos dos elementos da equipa e me ter certificado que todos estavam bem, foram momentos de grande aflição, pois temia pelo pior.

Graças a Deus, passados poucos minutos já estava junto deles e pude verificar que todos se encontravam bem.

DD: E aquele de que mais te orgulhas?

CS: O dia da inauguração das obras de ampliação e remodelação do Quartel Sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sátão.

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