CLDS 3G Viseu – Emprego, formação e qualificação

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José Carreira - colaborador Dão e Demo

Por: José Carreira

Um dos eixos de intervenção que integra as ações a desenvolver pelo CLDS-3G Viseu Igual é o Eixo 1: Emprego, formação e qualificação. Procuramos, em articulação com o Instituto de Empego e Formação Profissional, ajudar as pessoas a encontrar uma saída profissional e robustecer as suas competências. Só através da formação e qualificação das pessoas conseguiremos melhorar a produtividade e competitividade em Portugal, potenciando o valor acrescentado por trabalhador.

Temos tido sinais da retoma do emprego no nosso país. Havia 410 mil desempregados nos primeiros três meses do ano, menos 12 mil do que no trimestre anterior e menos 114 mil do que no período homólogo.

A taxa de desemprego está fixada nos 7,9%, inferior em duas décimas face ao trimestre anterior e em 2,2 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Estamos no bom caminho!

Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para contribuir para a diminuição do número de pessoas desempregadas, mas também para a melhoria das suas competências, de modo a que possam conquistar um bom emprego, gerador de valor acrescentado elevado e que seja menos passível de ser substituído ou transferido.

Precisamos de nos preparar para a quarta revolução industrial que avança rapidamente e que, de acordo com os dados recolhidos nos vários estudos que têm sido realizados para avaliar o real impacto das tecnologias, transformará o mercado de trabalho, tanto ao nível das funções como dos salários.

Expressões como Inteligência Artificial, Digitalização, Automatização e Robotização são cada vez mais utilizadas. Neste âmbito, um estudo da OCDE – Automation, skills use and training – informa que “14% dos empregos em 32 países examinados são altamente vulneráveis, com cerca de, pelo menos 70% de probabilidade de automatização.”

O futuro é criado por todos nós, todos os dias e, exatamente por isso, estou de acordo com o pensador e futurólogo alemão Gerd Leonhard: “os seres humanos podem sair vencedores deste futuro confronto entre Homem e máquina. (…) o trabalho de fundo para o futuro da Humanidade, positivo ou distópico [1], está a ser feito aqui, hoje.”   (Tecnologia versus Humanidade, Gradiva, 2017).

 

[1] “O futuro também pode inaugurar uma sociedade distópica, orquestrada e supervisionada por supercomputadores, bots em rede e agentes de software e robôs – ou, melhor, pelos seus proprietários. Um mundo onde os humanos não aumentados poderão ser tolerados como animais de estimação ou como um mal necessário, na melhor das hipóteses, ou, na pior, escravizados por uma cabala de deuses ciborgues; uma sociedade sombria desqualificada, dessensibilizada, desincorporada e completamente desumanizada.”    

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