Com abstenção do PNT, câmara de Sátão aprovou orçamento de 14,1 milhões para 2018

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(Foto: Dão e Demo ©)

A câmara municipal de Sátão aprovou o orçamento e as grandes opções do plano para o ano financeiro de 2018 que ascende a um montante global de 14,1 milhões de euros, superando o de 2017, no valor de 12,3 milhões.

Em reunião realizada a 14 de dezembro, com quatro votos a favor, dos elementos do PSD e com três abstenções, dos vereadores do PNT, o executivo aprovou os documentos previsionais que irão entrar em vigor a partir de janeiro, após a aprovação pela assembleia municipal, reunião que está convocada para 29 de dezembro.

Na sua declaração de voto, os vereadores do PNT, referiram, conforme se pode ler na sua página do Facebook, que os documentos em apreciação não representavam “um salto qualitativo para o desenvolvimento do concelho de Sátão”. E acrescentaram ainda que pese embora as críticas que sobre os mesmos efetuaram e a ausência de integração de propostas e aspetos que levantaram, o voto de abstenção tinha a ver com “o facto de este ser o primeiro orçamento deste executivo” e que não queriam efetuar, desde já, e “previamente, juízos absolutos”.

Quanto aos aspetos que criticaram neste orçamento estiveram aspetos relacionados com a falta de estratégia nas “vertentes da criação de riqueza e emprego e de revitalização económica, não se vislumbrando, na fundamentação do orçamento, qualquer proposta de regulamentação de apoios aos investidores, empresários ou mesmo de estímulos aos proprietários de edifícios antigos para a sua requalificação”.

Os vereadores do PNT falam ainda da “suborçamentação” da cultura e da falta de investimento nas funções sociais, área “onde sobram problemas no âmbito da vulnerabilidade social e das carências, múltiplas, a nível dos mais jovens e dos mais idosos”.

Referem-se ainda a sua discordância quanto a um “montante demasiado elevado (150.000 euros) para ser atribuído, ou não, às juntas segundo decisões casuísticas do executivo ao longo do ano”.

Finalmente os vereadores do PNT referem-se à agricultura/florestas e às ascessibilidades. Quanto à primeira referem que “são áreas de atividade relegadas para um plano secundário neste orçamento, não se lhes dando a dimensão que as mesmas têm na realidade concelhia e, no caso da floresta, não lhe conferindo a centralidade que a mesma vai ter em 2018, em resultado das alterações estruturais e legislativas que estão em curso”. Nas acessibilidades, entre outras, os vereadores referem a falta de investimento imediato na ligação entre a EN229 e a EN329 (variante de Sátão) em que “o investimento principal é atirado para 2019 e não para 2018, como deveria ser”.

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1 COMENTÁRIO

  1. O falar “criticar” uma proposta por alguém se não acompanhada por uma solução não merece qualquer credito ou respeito, (criticar por criticar) só gente pequena se atreve a faze-lo, defendo eu.

    Para que este concelho seja um exemplo nacional, sugiro, considerando que a oposição não terá hipótese de se fazer ouvir que o poder politico instalado organize reuniões onde o povo também em frente do povo apresente as suas soluções, reconheço que muitos Satenses tem uma solução que o poder politico continua (por ser omnipotente como?.?.?.?…outros) a não querer ouvir.

    Gostava de incorporar uma força popular activa e participativa com intenções de fazer deste concelho um concelho capaz de segurar os seus filhos.

    Abel de Campos Figueiredo

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