#Contador Estatuto do Cuidador Informal

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José Carreira - colaborador Dão e Demo.

Por: José Carreira

Apesar de o Estatuto do Cuidador Informal não estar previsto na proposta de Lei de Bases da Saúde do Governo, a ministra da Saúde, Marta Temido, garantiu no programa “Carla Rocha – Manhã da Renascença” que o estatuto vai mesmo avançar.

A Direção da Revista Digital Envelhecer (http://envelhecer.pt/)considera urgente a criação do Estatuto do Cuidador Informal e decidiu ativar um contador que regista o tempo que será necessário, até que este deixe de ser uma mera promessa e seja efetivamente criado e implementado.  

Haverá cerca de 827 mil pessoas, em Portugal, que cuidam de um familiar. O trabalho assegurado pelos cuidadores informais estima-se que possa valer 333 milhões de euros por mês.

Os cuidadores informais são pilares fundamentais na assistência às pessoas que, independentemente da idade ou condição social, apresentam necessidades assistenciais ou sociais.

Num contexto nacional de transição demográfica (duplo envelhecimento – baixa natalidade / aumento da esperança de vida) e de mudança de perfil de morbilidade, destacando-se as doenças crónicas não-transmissíveis, urgem novas políticas que garantam os direitos da pessoa cuidada e do seu cuidador.

“Não podemos continuar a fingir que não existem milhares de compatriotas que são pais, filhos, netos, sobrinhos, primos, vizinhos, amigos, cuidadores de tantos e tantos outros portugueses. Há milhares de cuidadores informais e cada vez haverá mais. Não podem continuar invisíveis e nessa condição ignorados. Sem vencimentos, sem folgas, sem férias, sem reformas, sem direitos sociais, numa missão também ela sem preço. É urgente conjugar o seu estatuto com o estado social.” (Marcelo Rebelo de Sousa)

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