Curto e longo alcance

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Carlos Cunha: Colaborador Dão e Demo

Por: Carlos Cunha

Os estudantes do Instituto Politécnico de Viseu irão ver, no início do próximo ano letivo, a propina anual aumentada em 50€.

Enquanto por Viseu se paga mais para estudar no Ensino Superior, a Universidade de Aveiro faz um esforço adicional para conseguir captar para os seus cursos os bons alunos que terminam agora o ensino secundário com média de 17,5 valores atribuíndo uma bolsa de mérito no valor de 1500€ que dá para custear a propina anual e ainda sobra.

Captar os melhores torna o nível de ensino mais exigente, cria massa crítica e capacidade produtiva diferenciadora.
Esta política com pés e cabeça contribui para que a Universidade de Aveiro ganhe pontos e prestígio subindo nos rankings nacionais e internacionais. Em consequência, a Universidade torna-se mais atrativa e mais procurada por estudantes nacionais e internacionais, aumentando assim a sua capacidade de financiamento.

A galinha dos ovos de ouro, em matéria de financiamento para o ensino superior, está na captação de estudantes estrangeiros, que pagam de propina anual cerca de 3000€.

Por cá, quem dirige atualmente o IPV não tem essa visão de longo alcance, procurando soluções em medidas de curto alcance que resolvem problemas no imediato.

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