Despacho para definição de políticas públicas na área das demências será publicado até final de maio

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O Ministério da Saúde avançará com um Despacho para Definição de Políticas Públicas na Área das Demências até ao final do corrente mês de maio de 2018, contendo medidas específicas para as pessoas com demência na área da saúde.

A informação foi avançada por Fernando Araújo, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, no passado dia 9 de maio, aquando de uma reunião solicitada pelo Presidente Direção Nacional da Alzheimer Portugal, José Carreira.

A referida reunião tinha como objetivo principal saber quando iriam ser divulgadas informações sobre o documento “Bases para a Definição de Políticas Públicas na Área das Demências”.

A Alzheimer Portugal manifestou total disponibilidade para continuar a colaborar com a Secretaria de Estado da Saúde, reforçando uma enorme preocupação quanto ao risco inerente à anunciada redução do financiamento por parte da Segurança Social, no que concerne às respostas sociais especializadas que temos vindo a desenvolver, colocando em causa a qualidade da prestação dos cuidados, bem como a sua sustentabilidade.

Plano Nacional para as Demências

Em setembro de 2017, durante a Cimeira Global sobre a doença de Alzheimer, que teve lugar em Lisboa, na Fundação Champalimaud, o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou publicamente que o Governo iria lançar um Plano Nacional para as Demências, realçando 3 tópicos fundamentais: integração intersectorial, melhoria na obtenção de diagnóstico precoce e melhoria no acesso a tratamento farmacológico e a não farmacológico.

Reiterando o seu propósito, concedeu também uma entrevista à “Dementia in Europe Magazine”, publicação da Alzheimer Europe, que mereceu destaque na capa: “Adalberto Campos Fernandes Minister of Health announces the first dementia strategy for Portugal.” Refere que Portugal está a preparar uma estratégia para a demência que se centrará na definição de um percurso de cuidados para as pessoas com demência, privilegiando os cuidados no domicílio, por forma a retardar a institucionalização, melhorando o diagnóstico atempado e rigoroso, assegurando o acesso a tratamento apropriado, o bem-estar e os direitos fundamentais das pessoas com demência.

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