Dia da marcha LGBTI

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Carlos Cunha: Colaborador Dão e Demo

Por: Carlos Cunha

Quando um jornal faz do sensacionalismo notícia, só restou aos viseenses fazer prova do contrário.

A marcha LGBTI, aprazada para hoje, decorreu, nas principais ruas da cidade, com toda a normalidade, os viseenses mostraram assim que não vivem numa capital homofóbica, como de forma provocatória lançava em título de primeira página o Jornal do Centro.

Hoje à  tarde em pleno Rossio, houve tolerância para quem quis contar o seu testemunho e histórias de vida. Relatos sentidos, emocionadas e que emocionaram quem os ouviu.

Foto: Carlos Cunha

Recordo em especial as palavras corajosas de uma mãe com sessenta e alguns anos que descobriu a homossexualidade do seu filho quando este tinha 21 anos. O processo de aceitação foi duro, como duro foi saber que o filho vivia na Alemanha e era ator de filmes pornográficos. Foi uma rocha enorme de granito que esta mulher teve de remover do seu caminho.

Acredito que esta mulher se tenha perguntado o que fez para merecer uma sorte assim. No entanto, entre esconder-se com a vergonha e aceitar o filho tal como ele é, a senhora resolveu seguir em frente.

Só uma mãe pode ser capaz de abrir o seu coração de forma tão profunda e sentida ao dizer que ” um filho nunca se deita fora!”

Se existe o amor incondicional, e eu acredito que ele existe, as palavras desta mãe pelo sentimento que transmitem, são disso o exemplo vivo.

Fiquei com estas palavras a ecoar na minha cabeça até agora, a pensar no sofrimento daquela mãe, mas também na forma corajosa que a levou a seguir em frente para voltar a abrir os braços para neles receber o seu filho.

07.10.2018

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