Em 2019 espera-se recorde de produção de automóveis em Mangualde

0
529

Na nossa coluna DITO NAS REDES de hoje trazemos-lhe parte de uma entrevista, assinada pelos jornalistas Diogo Ferreira Nunes e Vítor Rodrigues Oliveira, publicada pela “Dinheiro Vivo”, ao diretor geral da PSA de Mangualde, José Maria Castro, em que este revela esperar um recorde de produção de veículos em 2019 com uma produção superior a 70.000 veículos, quando em 2018 foi e pouco mais de 63.000.

Recorde-se que a PSA é a segunda maior fábrica de automóveis do país e o diretor geral para além de falar sobre os veídulos a produzir na unidade fabril de Mangualde também identifica alguns perigos para 2019 e lamenta os custos da energia em Portugal.

Eis o teor de um excerto da notícia publicado no site Dinheiro Vivo:

A segunda maior fábrica de automóveis de Portugal, em Mangualde, pertence ao Grupo PSA, da Peugeot-Citroën. Em 2018 produziu 63 073 veículos, as carrinhas Peugeot Partner e Citroën Berlingo, que mudaram de geração ao longo do último ano. Esta fábrica é liderada desde abril de 2016 pelo espanhol José Maria Castro.

O investimento da PSA em Portugal chegou a estar em risco no ano passado, porque a nova geração dos modelos produzidos em Portugal iria pagar classe 2 nas portagens. O governo acabou por alterar as regras e passou estes e mais alguns carros para a classe 1. Foi a melhor solução para o futuro da fábrica em Portugal?

O tema das portagens deu muito trabalho em 2018 e era fundamental: 15% da produção tem como destino o mercado português. O impacto potencial na fábrica era importante, porque passar estas carrinhas da classe 1 para a classe 2 faria perder grande parte do seu interesse comercial. Estes volumes seriam perdidos e poderiam ir para a unidade de Vigo, com quem partilhamos grande parte da produção.

Poderiam perder 15% da produção na fábrica de Mangualde?

Sim. Perder esses 15% punha em risco o terceiro turno de produção, que tinha entrado em abril.

Com as novas classes de portagens, quais são as previsões de produção para este ano? É possível aumentá-la?

É difícil dizer. Por causa da legislação para o CO2, os clientes estão um pouco na expectativa e o mercado está flutuante, pelo que as nossas previsões são um pouco incertas. Em qualquer caso, as nossas expectativas continuam a ser as melhores, porque o modelo está a entrar muito bem no mercado. Esperamos aumentar a produção do ano passado, que foi o segundo melhor ano da história da PSA Mangualde.

Têm recebido mais encomendas nos últimos meses?

Sim. Até agora, o primeiro trimestre está muito carregado de produção, porque os carros já estão disponíveis em quase todos os mercados. São encomendas muito fortes. Mas, insisto, o mercado é muito volátil, e temos de ser um pouco mais prudentes. Noutro contexto, há dois anos, poderíamos dizer que as expectativas eram muito boas.

Que patamar de produção será possível atingir?

Entre o pior e o melhor cenário imaginamos uma produção entre 70 mil e 80 mil carros. Se não houver qualquer catástrofe, como o brexit ou outro problema macroeconómico que tenha forte impacto sobre a indústria, deveremos ultrapassar os 70 mil carros neste ano.

(…)

Para ler toda a entrevista: Dinheiro Vivo

pub

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.