Encontrar uma solução conjunta para a gestão intermunicipal da água

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Carlos Cunha: Colaborador Dão e Demo

Por: Carlos Cunha

Todos sabemos que as alterações climáticas são um problema que está cada vez mais na ordem do dia. O mês de Fevereiro foi um dos mais quentes de sempre e tal vai ter consequências futuras no caso de não chover o suficiente nos próximos meses.

A gestão adequada e rigorosa da água, um bem, que por força das alterações climáticas, se tornará cada vez mais raro deve ser uma prioridade para os cidadãos e políticos. Da minha parte não seria sério se não reconhecesse algum esforço que o Município de Viseu tem feito nesta matéria, destacando, neste particular, a substituição, em algumas artérias da cidade, da relva por arbustos rasteiros resistentes e que requerem menos água na sua rega.

As ensecadeiras colocadas na barragem de Fagilde são igualmente uma importante medida paliativa. No entanto, dos autarcas que nos governam espera-se sempre mais. Por isso, depois de no último verão terem andado numa fona a reunir assembleias municipais para aprovarem a criação de uma empresa Intermunicipal das Águas de Viseu, os autarcas de Mangualde, Viseu, Vouzela, Vila Nova de Paiva, Sátão, Nelas e Penalva do Castelo desentenderam-se e voltaram costas uns aos outros na tentativa de encontrar uma solução comum para o abastecimento de água a estes municípios.

O povo escutador de promessas e pagador de impostos ficaria muito agradecido se estes senhores autarcas se voltassem a sentar à mesma mesa para reatarem as conversações antes que seja tarde demais.

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