IP3 Viseu-Coimbra | À terceira é de vez? É essa a esperança da região.

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Com muitos utentes do IP3 ainda céticos, “ver para crer”, mas com outros esperançados, “desta é que vai ser”, António Costa lançou na semana passada, no dia 2 de julho, o concurso para o primeiro troço das obras no IP3, a via que mais promessas tem gerado por parte dos governos.

Recorde-se que esta via já teve direito a uma placa, no tempo de Sócrates e já teve direito a um novo batismo, via dos duques, no tempo de Passos Coelho. É por isso que pairando na mente de muitos algum desconforto perante esta ineficácia do estado, há também muita “esperança” nas palavras, agora, de António Costa, que – depois de o ministro Pedro Marques ter efetuado várias reuniões com autarcas e agentes económicos da região para apresentar uma estratégia e uma proposta de requalificação – veio dar o tiro de partida para as primeiras obras, entre o nó de Penacova e a Lagoa Azul, mas também para o lançamento dos concursos para a duplicação entre Sousela e o nó de Penacova e duplicação entre Lagoa Azul e Viseu.

O montante envolvido nesta obra é o maior que o Governo tem em curso em estradas, 134 milhões de euros para uma extensão de 75 quilómetros do itinerário principal 3. Com este investimento, segundo o primeiro-ministro pretende-se ajudar “a salvar vidas”, ao “assegurar segurança na circulação rodoviária”.

E se o ceticismo continua, por exemplo para o autarca de Viseu, Almeida Henriques, “ver para crer”, já o de Coimbra, Manuel Machado, diz que “o importanter é que se ponha mãos à obra”.

Embora a solução não seja aquela que as populações de Coimbra e Viseu desejassem, um perfil de autoestrada em toda a via, o que é facto é que esta solução não portajada, com exceção do troço junto à livraria do Mondego, próximo de Penacova, duplica a via praticamente em toda a sua extensão e permitiu encontrar um consenso entre a generalidade dos agentes económicos e políticos da região.

Resta-nos aguardar que as palavras que o primeiro-ministro proferiu junto ao nó da Raiva sejam mesmo de “raiva” e conduzam à requalificação de uma estrada que já ceifou a vida a 190 pessoas.

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