Lisete Cunha, a nova “barbeira” de Sátão | Abriu, recentemente, a barbearia “Mustache man”

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Lisete Cunha a cortar o cabelo a um jovem (Foto: Dão e Demo)

Entrou para o mercado de trabalho aos 18 anos, tendo trabalhado como cabeleireira de senhora durante 9 anos.

Neste momento, Lisete Cunha tem 27 anos de idade e decidiu avançar para a abertura de uma “barber shop”, uma barbearia exclusivamente dedicada a homens.

É de Contige, onde reside, e abriu no início de novembro a sua barbearia, na rua 20 de setembro, em Sátão, próximo da rotunda de homenagem aos soldados do ultramar. Deu-lhe o nome de “Mustache man” e conferiu a este seu espaço um novo conceito. Desde logo pelo facto de ser uma barbearia em que o “barbeiro”é mulher e depois pelo facto de ter integrado na barbearia um pequeno bar, permitindo assim que os clientes possam tomar, por exemplo, um café enquanto esperam pela sua vez.


Lisete Cunha na sua barber shop “Mustache man” (Foto: Dão e Demo)

E neste momento, um mês após a abertura, Lisete Cunha, com o curso de barbeiro, conferido por uma escola profissional do setor, a ABC cabeleireiros, começa a ter na sua “barber shop” clientes oriundos do concelho mas também de concelhos vizinhos que não querem deixar de experimentar este novo conceito.

Mas o melhor mesmo é ouvir as palavras da Lisete Cunha.

Dão e Demo: Quando abriste a barbearia?

Lisete Cunha: Abri no início de novembro, precisamente no dia 2.

“Foi depois de visitar várias “barber shops” que me nasceu o bichinho de abrir esta barbearia”

DD: Como surgiu a ideia de uma jovem abrir em Sátão esta barbearia, a “Mustache man”, portanto exclusivamente para homens, com corte de barba e cabelo?

LC: Ao fim de 9 anos na área de cabeleireira para senhoras, onde tive a oportunidade de efetuar alguns cortes em senhores, fiquei com alguma curiosidade de trabalhar e tirar a formação para corte de homem. Durante as diversas formações que frequentei, e ao conviver com os formadores, onde tem as suas barber shop, aí ficou então o bichinho de criar o meu próprio posto de trabalho nesta área de negócio.

Aspeto da “Mustache man” (Foto: Dão e Demo)

DD: Onde efetuaste a formação?

LC: Tinha as formações de cabeleireira, como referi, e depois frequentei o curso de barbeiro na escola ABC Cabeleireiros.

DD: Os homens estão a aderir ou achas que ainda há alguns preconceitos pelo facto de tu seres uma mulher a abrir uma barbearia, afinal uma loja que habitualmente só tem homens a trabalhar?

“hoje em dia, qualquer pessoa pode ter qualquer profissão, tem é que a executar com muito profissionalismo.”

LC: Nesse aspeto eu até fiquei muito surpreendida. De facto tem havido uma grande adesão de público, talvez pela curiosidade de conhecerem o conceito. Não sei, mas julgo que ficam surpresos pelo facto de encontrarem uma barbeira que ao cortar-lhes o cabelo rompe com o preconceito de o babeiro ter que ser homem. Afinal, hoje em dia, qualquer pessoa pode ter qualquer profissão, tem é que a executar com muito profissionalismo.

DD: O porquê de teres integrado na tua “Mustache man” um pequeno bar?

LC: A ideia do bar é um conceito americano, visto que as “barbershop” contêm sempre um espaço de convívio onde os clientes enquanto aguardampodem desfrutar de uma bebida. Como no Sátão e nos arredores não existia nenhumabarbearia nestes moldes avancei com o projeto e aqui estou sempre disponívelpara servir os clientes.

Aspeto do bar da “Mustache man” (Foto: Dão e Demo)

“As faixas etárias são as mais jovens, são os mais pequenos. São aqueles que querem ter um look diferente.”

DD: Os clientes que tens são predominantemente de que faixas etárias?

LC: As faixas etárias são as mais jovens, são os mais pequenos. São aqueles que querem ter um look diferente. Está claro que muitas vezes os pais aproveitam e mudam também o seu look. Querem ficar na moda!

DD: Os teus clientes são de onde?

LC: Predominantemente são do concelho de Sátão, porém a palavra está a passar e já começam a vir cá pessoas dos concelhos vizinhos.

Barber shop “Mustache man” (Foto: Dão e Demo)

DD: Que cortes de cabelo mais te pedem? Curtos? Com risca de navalha? Inspirados em alguns ídolos?

LC: Há um pouco de tudo. Uns já vêm com as suas próprias escolhas, outros pedem-me uma sugestão para encantar a parte feminina, dizendo que sendo eu mulher saberei dar-lhes uma melhor opinião.

DD: Será que alguns clientes vêm só por curiosidade?

LC: Sim, a curiosidade é sempre um ponto focal para a vinda de muitos clientes e, até agora, muitos têm ficado surpreendidos e rendem-se à mudança de visual e voltam.

DD: Antes de abrires esta barbearia trabalhaste como cabeleireira. Com que idade começaste a trabalhar nesta atividade?

LC: Sim trabalhei em alguns locais como cabeleireira, ao fim de tirar a formação. Entrei no mundo laboral com 18 anos.

“Creio que depois de experimentarem ficarão rendidos ao novo look”

DD: Que mensagem gostarias de deixar aos homens que possam estar indecisos em vir experimentar o teu corte de barba e cabelo?

LC: Que venham experimentar um estilo diferente, numa barbearia com um conceito fora do tradicional. Creio que depois de experimentarem ficarão rendidos ao novo look e a novas modas. Venham, não tenham qualquer receio.

DD: Obrigado.

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