“Natália do Botequim ao Parque dos Poetas”: Mais um livro de Júlio de Carvalho

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(Pintura de Teresa Rodrigues)

Júlio Figueiredo de Carvalho, natural de Rio de Moinhos, concelho de Sátão, há muitas décadas radicado em Cascais, acabou de nos brindar com mais um naco de prosa, prenhe de sabores de outrora e de saberes intemporais.

“Natália do Botequim ao Parque dos Poetas” é o título deste livro, em que a ficção e a realidade navegam de mãos dadas por essa Lisboa da arte e da cultura, por essa cidade dos teatros e dos cinemas, por essa metrópole onde aconteceram, ontem e acontecem hoje e agora tantos “olhares de empatia mútua” e tantas derivações pelas alamedas e corredores de museus, hotéis, cafés e bares tão carregados de encanto e de magia.

Sim, Natália é essa mesmo, a Natália Correia dos versos e das tertúlias, da política e dos amores. É essa, a Natália Correia do Botequim, aquele bar do Bairro da Graça, em Lisboa, que de uma forma tão forte e assertiva marcou uma época e por onde políticos e artistas passaram, cantaram e se encantaram, como tão bem mostra o filme Snu, da realizadora Patrícia Sequeira, agora nos cinemas.

Pois bem, se é no foyer do Teatro D. Maria II que tudo se inicia, aquando da peça “Os Maias”, o enredo vai por aí adiante num rodopio constante e permanente, entre flashes de infância, entre visitas a escritores de sempre, a artistas, pintores e músicos, e também muitos post-its sobre política, sobre os partidos, sobre os seus líderes.

E Júlio Carvalho, nestas 267 páginas, com que nos brinda, não se esquece de levar, através de Julião, de quando em vez, o leitor até à sua terra, até à sua, percebe-se, Rio de Moinhos, no concelho de Sátão. E se isso se sente em permanência ao longo desta prosa que apelidaremos de “autoficção”, também se sente e muito a forte paixão que corre nas veias de Júlio Carvalho seja pela grande Lisboa, no seu todo, seja por alguns espaços idiossincráticos que ele utiliza para desenvolver toda esta teia, como seja o parque dos poetas, em Oeiras, onde este texto suculento termina, com o Marquês de Pombal a dirigir-se ao “Povo de Oeiras e aos Senhores Poetas”.

Quanto à capa é uma pintura de Teresa Rodrigues tendo o livro sido impresso na Novelgráfica, em Viseu, em outubro de 2018.

Recorde-se que, para além deste livro, Júlio de Figueiredo Carvalho publicou dois outros livros: “4 gerações” e “De ex-padres a professores iluminados”, isto para além de ter participado com contos em outras obras.

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