PCP de Penalva do Castelo reclama mais médicos para o Centro de Saúde

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A Comissão Concelhia de Penalva do Castelo do Partido Comunista Português denuncia a falta de médicos em Penalva do Castelo e diz que os dirigentes e responsáveis do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões “não honram compromisso” repetidamente assumido, quer perante a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde, quer perante deputados do PCP, quer perante a população de Penalva do Castelo.

Referem os comunistas de Penalva do Castelo que “esta situação é absolutamente insustentável, inadmissível e desrespeitadora do direito à saúde” dizendo que “com a saída de 2 médicos nos últimos 2 meses e com as férias de um terceiro, a partir da próxima semana, na prática, haverá apenas 2 médicos – quando deveriam ser cinco – a assegurar todo o serviço”.

Para “reclamar a urgente resolução deste grave problema” o PCP vai fazer “circular um abaixo-assinado” junto dos penalvenses.

Eis o teor do comunicado do PCP de Penalva do Castelo:

«Nos últimos 10 anos, dirigentes e responsáveis do ACeS Dão Lafões assumiram repetidamente dois compromissos. Quer perante a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde, quer perante deputados do PCP, quer perante a população de Penalva do Castelo.

  1. Nenhum médico seria autorizado a sair, a menos que estivesse garantida a sua substituição;
  2. Estaria fora de causa alterar os horários das urgências.

Infelizmente NENHUM destes compromissos foi cumprido.

Assim:

  1. Continuamos a ter utentes sem médico de família.
  2. O horário de atendimento foi reduzido.
  3. O Serviço de Atendimento Complementar foi extinto.

Com a saída de 2 médicos nos últimos 2 meses e com as férias de um terceiro, a partir da próxima semana, na prática, haverá apenas 2 médicos – quando deveriam ser cinco – a assegurar todo o serviço!

Hoje já há receitas de medicamentos para doenças crónicas por passar.

Esta situação é absolutamente insustentável, inadmissível e desrespeitadora do direito à saúde!

Os dirigentes do ACeS Dão Lafões e da Administração Regional de Saúde do Centro tiveram conhecimento prévio, com pelo menos 60 dias de antecedência, dos pedidos de saída dos dois clínicos.

Os utentes do Centro de Saúde, esses, foram apanhados de surpresa. A população de Penalva do Castelo merece mais respeito.

E a Câmara, o que está a fazer para acabar com a ausência dos médicos? É que, tendo, esta, conhecimento da situação, não se lhe conhece nenhuma posição pública. E como quem cala, consente, ficamos ainda mais preocupados.

Estas políticas põem em causa o espírito e o objetivo central do Serviço Nacional de Saúde (SNS): prestar cuidados de saúde de proximidade, com qualidade e eficiência a todos os utentes.

É urgente e imperioso que os responsáveis pela manutenção deste estado de coisas assumam as suas responsabilidades.

A saúde dos utentes do Centro de Saúde de Penalva do Castelo não pode andar ao sabor dos arbítrios dos gestores.

Para reclamar a urgente resolução deste grave problema, vai circular um abaixo-assinado. 

Basta de políticas que põem as “poupanças” acima da saúde da população.

Queremos ser tratados como cidadãos de pleno direito!

Pelo imediato restabelecimento dos médicos em falta e o normal funcionamento do Centro de Saúde!»

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