Penalva do Castelo | Casa da Ínsua foi pioneira na eletricidade, em Portugal, ainda no século XIX.

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Casa da Ínsua - Penalva do Castelo (Foto: Dão e Demo)

Poucos anos depois das primeiras experiências de iluminação pública realizadas em Cascais e em Lisboa foi a vez da Casa da Ínsua, em Penalva do Castelo, também avançar com um sistema de produção elétrica.

Foi em finais do século XIX, em 1893, que a Casa da Ínsua instalou “um sistema de produção suportado por uma central termoelétrica, fabricado pela Herman-Lachapelle de Paris, que produzia a eletricidade necessária à elevação da água para a rega e a iluminação das várias instalações da Quinta”.

Recorde-se que em Cascais, e logo depois em Lisboa, esse acontecimento tinha acontecido 15 anos antes, em 1878.

E foi a partir da central termoelétrica que a Casa da Ínsua começou a automatizar muitos dos seus trabalhos agrícolas.

Mas no início do século XX, a produção de eletricidade baseada na máquina a vapor passou para a produção “hidroelétrica, localizada nas margens do rio Coja, próximo da Casa da Ínsua, no lugar de Senhora da Ribeira, onde passou a funcionar uma turbina de 32 CV, do tipo Francis Briegleb Hansen & C.ª, que acionava um dínamo Siemens”.

Estes equipamentos chegaram aos nossos dias, a turbina desta primeira central hidroelétrica ainda ostenta o seu ano de fabrico, 1902 e o n.º 1998. Existem ainda registos de um “Electro motor”, instalado em 1903, e de um “Dynamo”, instalado em 1904, ambos do construtor “Schuckert & Cie de Nuremberg”. Segundo a “A História da Eletricidade em Portugal”, a Casa da Ínsua passou a ter oficialmente uma rede de distribuição de eletricidade em 1906.

E foi o facto de a produção de energia por esta nova central ser bastante superior às necessidades da Casa da Ínsua e de todos os seus equipamentos industriais e de produção agrícola, que, “no ano de 1913, a Câmara Municipal lhe atribui a concessão de distribuição de energia elétrica para a iluminação pública e particular, força motriz e outros usos durante 10 anos. As povoações de Ínsua e de Castendo (hoje Penalva) foram, por isso, das primeiras no país a ter redes de distribuição elétrica”.

“Nos anos 30, ainda do século XX, a Casa da Ínsua investiria numas novas instalações de produção de energia, construindo uma nova central hidroelétrica, aumentando a sua capacidade e modernizando todo o sistema, reforçando a sua posição de vanguarda também neste capítulo da produção elétrica”.

“Ainda hoje é possível conviver na Casa da Ínsua com vestígios destes tempos pioneiro da eletricidade no nosso país, na Casa da Eletricidade, na Barragem, na Central Hidroelétrica e no que resta do quadro elétrico da fábrica de gelo ou ainda com alguns postes da antiga rede de distribuição que ainda se conservam ao longo da Quinta”.

Mas o melhor mesmo para se inteirar destes factos é efetuar uma visita à Casa da Ínsua, onde pode, almoçar no restaurante e dormir num dos quartos que este hotel de charme, cinco estrelas lhe oferece.

Fonte: dos elementos históricos – Os primórdios da eletricidade

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