Putin sobre Trump: “Eu queria que ele ganhasse” em 2016

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António Fonseca | Colaborador Dão e Demo

Por: António Fonseca (Lausanne – Suiça)

Apesar de rejeitar as acusações de interferência russa nas eleições de 2016, Vladimir Putin disse que o candidato Trump teve a sua preferência, por causa da promessa de normalizar as relações entre os Estados Unidos e a Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira, 16 de julho, que queria ver Donald Trump vencer as eleições presidenciais americanas, como aconteceu. “Sim, eu queria que ele vencesse porque ele falava em normalizar as relações russo-americanas “, referiu Putin na conferência de imprensa que fechou a reunião com Donald Trump em Helsínquia.

O chefe do Kremlin mais uma vez negou as acusações de interferência russa na mais recente campanha presidencial dos EUA, referindo : “Eu repito o que já disse muitas vezes: o governo russo nunca interferiu e não pretende interferir nos assuntos internos dos Estados Unidos, inclusive no processo eleitoral”.

Para resolver a controvérsia, mantida desde dezembro de 2016, o presidente russo também propôs permitir que Washington questionasse os agentes russos acusados de interferência nas eleições presidenciais dos EUA. “Temos um acordo com Estados Unidos, desde 1999, sobre ajuda em casos criminais e esse acordo ainda funciona. Neste contexto, (o Ministério Público dos EUA) pode enviar um pedido para conduzir o interrogatório de pessoas que são suspeitas “, detalhou o presidente russo.

Conferência de imprensa dominada por questões da suposta interferência russa

Três dias antes do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, a justiça dos Estados Unidos em 13 de julho havia indiciado doze agentes russos acusados de envolvimento na pirataria de dados do Partido Democrata durante a campanha presidencial dos EUA em 2016.

Além da novela de pirataria dos computadores da campanha de Hillary Clinton, que continua a ocupar os media do outro lado do Atlântico, os dois líderes concordaram em qualificar esta primeira reunião bilateral como “primeiro passo” em vários dossiers. Entre eles estão a Síria, o acordo nuclear com o Irão e a não-proliferação de armas nucleares.

No final de uma fraca tournée europeia do ponto de vista europeu, Donald Trump entusiasmou-se com o relacionamento russo-americano. O presidente dos Estados Unidos que descrevera alternadamente a Rússia como “concorrente” e depois “inimigo”, agora, ao lado de Vladimir Putin, chamou ao seu homólogo de “bom concorrente”. Um julgamento que, segundo ele, é um elogio.

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