Queijaria Flor da Beira no portal do SISAB | Entrevista a Victor Pinto.

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(Foto: Dão e Demo)

A plataforma eletrónica sisab.pt, (SISAB PORTUGAL) que organiza anualmente o Salão Internacional do Setor Alimentar e Bebidas acabou de publicar uma entrevista com uma das empresas que participa anualmente neste salão e que em 2018 recebeu o prémio de melhor queijo de ovelha, bem como a medalha de ouro.

Trata-se de uma entrevista a Victor Pinto, o administrador da Queijaria Flor da Beira que se localiza em Carregal do Sal.

É essa entrevista publicada a 27 de janeiro, que, com a devida vénia, aqui lhe trazemos na nossa coluna DITO NAS REDES de hoje e aproveitamos, igualmente, para recordar que também no início de janeiro de 2018 entrevistámos Victor Pedro Pinto, residente no concelho de Sátão.

Eis o teor do artigo publicado pela plataforma sisab.pt:

Queijaria Flor da Beira sempre a somar prémios de qualidade com uma aposta cada vez maior no mercado internacional

Fundada em 1995, na vila de Carregal do Sal, a Queijaria Flor da Beira, situa-se em plena região demarcada do queijo Serra da Estrela. Ao longo dos anos tem tido como política fundamental, a melhoria e modernização das suas instalações e técnicas de fabrico. Com o objetivo da promoção da qualidade e segurança alimentar dos produtos acabados, no ano de 2010, climatizou toda a área de produção e procedeu a colocação de tanques de refrigeração de leite, nas instalações de todos os produtores de leite de ovelha. Ainda no ano de 2010, depois de intensa implementação das normas ISO 9001 e ISO 22000, a Queijaria Flora da Beira, torna-se a primeira Queijaria a obter a certificação do seu Sistema de Qualidade e Segurança Alimentar, pela APCER para o fabrico de queijo de ovelha curado e requeijão de ovelha pasteurizado.

(Foto: Dão e Demo ©)

A Queijaria Flor da Beira mantém ao longo da sua existência, uma relação de proximidade com os fornecedores de leite de ovelha (origem: Portugal), totalizando já 100 produtores. A área de recolha de leite de Ovelha compreende: Distrito Guarda (Figueira Castelo Rodrigo, Almeida, Fornos de Algodres, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa);Distrito de Viseu (Carregal do Sal, Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, Tondela e Viseu) Distrito de Coimbra (Tábua, Oliveira do Hospital).

MP – Uma empresa ao que sabemos com crescimento na produção, fruto das vendas em que como nos refere “se mais queijos tivesse mais vendia”…

Vítor Pinto – É um facto, em 2018 crescemos cerca de 28%, chegando já às 250 toneladas de queijo fabricado. Fruto da procura aliada às vendas, começamos a comprar mais leite, para além dos nossos fornecedores habituais. Só trabalhamos com leite de ovelha, na sua grande maioria “a bordaleira da Serra da Estrela” e da região de Almeida – Vilar Formoso a raça “Lacaune”. Estas ovelhas são de uma raça de origem francesa, seu nome deriva dos Montes Lacaune e, segundo as histórias, ela originou-se na região produtora de leite destinado à fabricação de queijos Roquefort. Por isso, é considerada uma raça de aptidões mistas, possuindo o leite perfeito para a elaboração de variados produtos. Dos 100 produtores que produzem para nós em exclusividade, 80% estão na Região Demarcada e os 20% na zona de Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo. A raça Bordaleira da Serra da Estrela, a sua mais conhecida apetência é a produção de leite (tem maior capacidade de o dar do que a maioria das outras raças autóctones do mediterrâneo) que é usado na produção do queijo mais famoso e cobiçado do país.

MP – A Queijaria Flor da Beira não vende nas grandes superfícies. Ou seja, onde podemos encontrar os vossos queijos?

VP – Só vendemos no mercado tradicional, no mercado Gourmet e na Exportação.

MP – Falou da exportação e tem marcado há uns anos a esta parte sempre presença no SISAB PORTUGAL.

VP – É um facto e temos crescido muito nos mercados internacionais, e com alguma ajuda do SISAB. A exportação representa para a Flor da Beira 30% da sua faturação com clientes nos mercados da Europa, Brasil, EUA e Canadá. E apostamos muito no mercado internacional, tendo capacidade de satisfazer novos clientes que queiram vender o nosso queijo, vamos estar mais uma vez no SISAB PORTUGAL dias 25-26 e 27 Fevereiro, pois todos os dias nos “batem á porta” mais produtores que querem trabalhar com a Flor da Beira, que paga devidamente valorizado o leite ao produto, sendo exigente na qualidade e higiene dos animais e estábulos e ordenhas, mas pagando atempadamente, pois só assim com boa matéria-prima, excelentes funcionários, cujo número ronda os 20, que sabem fazer e se dedicam, conseguimos ter um produto que conquista prémios nos mais exigentes concursos de prova cega a nível nacional e tencionamos em 2019 já concorrer a concurso internacionais, pois sabemos a qualidade do nosso queijos. Por isso não há necessidade de quando a “grande distribuição” nos bate à porta, disponibilizar os nossos queijos, pois o lema sempre foi não produzir por produzir ou a baixo preço, mas sim queijo de alta qualidade e certificado que obviamente tem o seu preço final. A pastorícia não está em perigo e felizmente temos leite de ovelha em quantidade e qualidade para produzir queijo de ovelha. O nosso queijo distingue-se pois os parâmetros de exigência junto dos produtores são elevados, são visitados com frequência e a recolha obedece às maiores exigências de higiene e segurança alimentar!

MP – Falemos de prémios. Todos os anos há prémios?

VP – Em 2018 a esse nível foi também um ano muito bom. Com a QUALIFICA concorremos ao Concurso dos Queijos da feira da Agricultura de Santarém e obtivemos MEDALHA DE OURO, e no concurso da ANIL – o melhor Queijo de Ovelha de 2018 mais uma vez, foi o nosso. Já tínhamos ganho igual distinção em 2014 e ao longo dos anos já temos ganho várias medalhas mas em 2018 foi a “cereja no topo do bolo” em termos de prémios e ganhámos perante a concorrência aquilo que era possível ganhar. Nunca concorremos a Concursos Internacionais mas em 2019 vamos concorrer e esperamos ser medalhados, num dos mais exigentes concurso na Bélgica.

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