Sernancelhe foi invadida por música, teatro, street art, literatura, multimédia e tasquinhas

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Mariza, no dia 1, e D.A.M.A, a 2, foram os cabeças de cartaz, concertos a que assistiram cerca de cinco mil pessoas. Nos dias 3, 4 e 5, o Ser+Cultura regressou às origens, ao Centro Histórico, e, tirando proveito de sete palcos, mais de três centenas de momentos culturais dominaram as noites quentes deste mês de agosto.

Na Terra da Castanha o verão apresentou-se sob a forma de festival. Concertos, teatro, exposições, street art, literatura, multimédia e tasquinhas tomaram conta da Vila de Sernancelhe, este ano com a inovação de aproveitar o espaço do Expo Salão e o Centro Histórico.

Ser+Cultura Fusion resulta da junção do Festival da Amizade, que Sernancelhe promovia há 13 anos, com o evento Ser+Cultura, que acontecia há quatro edições, na sede do Concelho. Com os sete palcos distribuídos pelas artérias do Centro Histórico, as manifestações aconteceram no Auditório Municipal, na Biblioteca, no coreto, junto ao Solar dos Carvalhos, ao lado do antigo Quartel dos Bombeiros e na Igreja Românica. No interior do Solar dos Condes da Lapa a arte escultórica coloriu o imóvel e no interior da Biblioteca foram as “sensações visuais” do fotógrafo Olavo Azevedo que ocuparam a sala Aquilino Ribeiro.

De forma sequencial, os diferentes artistas subiram aos diferentes palcos, e a noite de sábado, 4 de agosto, foi preenchida pelo espetáculo cénico de fogo e malabaristas, sem dúvida a atração que mais público fez convergir para o espaço frontal da Igreja Românica.

No total foram dezenas de momentos culturais distintos, em que atuaram Duolisippo, a Academia de Música de Sernancelhe, a Banda Play, Duplo Sentido, Douro Strings, Francisco Murta (The Voice Portugal), Com Cordas, uma tarde infantil, um workshop de fotografia por Rui Lourosa, uma aula de Mega Zumba, o pianista André Cardoso, o grupo do Conservatório Regional de Música de Ferreirim, Pedro Duvalle, Afriklave, a fadista Dina Pinto, o Grupo Coral da Paróquia de Sernancelhe, a Orquestra Fénix – Beira Douro, Riben Portinha, Ar de Rastilho, Vitor Blue, Maria João Fura, a Filandorra Teatro do Nordeste, as Concertinas da Terra da Castanha, Grupo de Cavaquinhos do Caramulo, Grupo de Danças e Cantares São Martinho Aldoar, Grupo de Cantares Sincelo, Grupo Folclórico Leões da Beira de Rio de Loba, Grupo de Música Tradicional Portuguesa Pina Trio, Rancho Folclórico da Terra da Castanha, Lilavai – Quarteto de arpas, Fadista Carla Linhares e Our Stone.

Num registo que se manteve inalterado, o Ser+Cultura procurou que os artistas fossem os grandes protagonistas das noites de Sernancelhe, iluminadas pelo excecional património arquitetónico que carateriza o Centro Histórico, notável pela sua história de 894 anos e pela harmonia do templo Igreja com os imóveis administrativos como a antiga Câmara e Cadeia, o Solar da família do Marquês de Pombal ou mesmo a Casa da Comenda de Malta, a grande obreira da construção de Sernancelhe e do desenvolvimento de várias das suas freguesias.

O calor das noites deste agosto foi atenuado pela frescura do artesanato e da gastronomia das barraquinhas estrategicamente colocadas junto aos palcos e que aproveitaram imóveis antigos, como o antigo quartel, a antiga farmácia, o exterior do Museu Padre Cândido e pequenos recantos de antigas habitações particulares, como sucedeu, pela primeira vez, com a antiga Câmara e Cadeia.

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