Todos contra o Trump.

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Inês Pina: Colaboradora Dão e Demo

Por: Inês Pina

Donald Trump é especialista em gerar consensos. Em especial contra si próprio. O potencial de danos que podem ser provocados por Donald Trump, no interior e no exterior dos Estados Unidos, justifica algum receio. Em especial a mim, tenho um fundo de investimento que parece oscilar conforme o humor do homem. Ainda me dizem que a economia são números…

Apesar de ser apenas mais um presidente, Trump detém poder suficiente para, com a cumplicidade do Partido Republicano, assumir atitudes nocivas aos americanos e ao resto da humanidade. Isso porque, o homem é despreparado e tem um perfil psicológico, (que dá ganas de analisar) que o faz embarcar de forma impulsiva em decisões nefastas para o meio ambiente, para os países e classes sociais. Coloca em causa acordos definidos (eu entendo eram acordos para inglês ver), princípios como a solidariedade entre os povos, justiça, liberdade, princípios científicos…toda uma panóplia de coisas que não lhe dá jeito.

Todavia não se sintam superiores, todos nós temos um Trump dentro de nós. Estão a ver aqueles dias em que queremos marfar uma bola de Berlim, um gelado, uma pizza e ainda 1 litro de coca cola. Somos nós a ser “Trumps”. Do tipo isto faz mal, mas sabe bem! Ou aquela muito boa: morremos todos de qualquer forma! Somos “Trump” quando queremos irritar o irmão mais novo e furamos uma bola de futebol (desculpa zezito). O homem acorda e pensa:  hoje apetece-me deixar irritados os europeus. Agarra na sua caneta e assina um decreto com mais impostos. É só uma questão de estatuto!

               “Todas as notícias que lhe façam subir a mostarda ao nariz são falsas. Não argumenta com argumentos válidos, apenas refuta, diz que é falso e faz cara de mauzão.”

Vão crescendo núcleos de oposição. A mais recente guerrilha foi com a imprensa. Aliás essa foi desde a campanha eleitoral. Fala de boca cheia em notícias falsas. Todas as notícias que lhe façam subir a mostarda ao nariz são falsas. Não argumenta com argumentos válidos, apenas refuta, diz que é falso e faz cara de mauzão.

Agora diz que os media são inimigos do povo.

Que os media têm de se adaptar a estes novos tempos é um fato! Agora tentar controlar media, num país democrático é apenas, e só, uma afronta à democracia. Acredito que os EUA e estas gerações não entendam o valor de uma democracia saudável e eficaz. A memória tende a apagar-se. Sim, estamos nessa fase em que estão a desvanecer as memórias do passado. O que há de errado? Esquecem-se erros que se voltam a cometer.

A informação é o maior aliado de qualquer povo e de qualquer governo, pois um povo informado desfia a governação para outro nível. Se todos fossemos ignorantes qualquer um poderia governar.

Apesar de enfraquecidos, os media continuam a ter poder e o fato de vários jornais se insurgirem contra o Trump não me faz querer que este fique em bons lençóis.

Está aqui um desafio interessante! Colocar os media a ponderar a forma como devem fazer notícia. São vários os que se insurgem contra o sensacionalismo jornalístico, ou o vazio de muitas notícias. Isso é grave. Eu como consumidora fico deveras preocupada.

Jamais aceitarei que quem quer que seja questione o papel da informação, mas também não consigo tolerar uma informação que se faça de forma leviana!

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