Viseu | Karma is a Fest – Programa de 22 a 25 de maio

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(Foto: carmo81.pt)

O Festival Karma is a fest iniciou-se a 3 de maio e terminará a 1 de junho. De seguida deixamos-lhe o programa desta semana, de 22 a 25 de maio.

22 de Maio

10h30m/ Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique – Escola Básica Paradinha/ A VOZ DO ROCK

24 de Maio

22h00m/ Carmo’81/ DOC’S ANTENA 3I I Love My Label – Ser Independente (62”)

23h00m/ Carmo’81/ TALK “OUVIMOS KARMA?”

25 de Maio

22h30m/ Carmo’81/ JIBÓIA

23h45m/ Carmo’81/ KEEP RAZORS SHARP

 

TOUR DE 3 APRESENTAÇÕES: A VOZ DO ROCK

22 de Maio/ 10h30m/ Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique – Escola Básica Paradinha

Composto na sua maioria por octogenários de Viseu, A Voz do Rock é uma performance musical que, acima de tudo, celebra o prazer da partilha musical.

DOC’S ANTENA 3

I Love My Label – Ser Independente (62”)

24 de Maio/ 22h00m/ Carmo’81

Como uma coisa puxa outra e não é todos os dias que estamos com um contingente de artistas tão diversificado, eclético, representativo e responsável por muita da música mais entusiasmante feita nos últimos anos, começa-se a querer saber mais sobre o que é ser músico, se é possível viver da música em Portugal, e como? Se se quer ser músico profissional ou lançar a música que se quer quando se quer? Se a música portuguesa está mesmo tão bem que se recomenda?

Foi com estas linhas directoras que pegámos nas respostas de Tó Trips, Samuel Úria, Luís Varatojo, B Fachada, Moullinex, Filho da Mãe, Vítor Torpedo, Da Chick ou Surma, passando por Torto, They’re Heading West ou Glockenwise, entre muitos outros. Do metal à electrónica, da pop ao rock, dos cantautaroes aos instrumentalistas, a importância de Ser Independente.

Um filme Antena3Docs de Rui Portulez e António Sabino que estreou em Dezembro de 2017.

TALK “OUVIMOS KARMA?”

24 de Maio/ 23h00m/ Carmo’81

O termo karma nas doutrinas em que é referido é definido por acção e consequência da acção, posto isto o Carmo’81 que agora assume o seu Karma pergunta:

Ouvimos Karma?

A pergunta remete o debate para o Shuffle a que nos habituamos nos meios de comunicação sobre o que ouvimos. Essa sorte sobre o que lemos e ouvimos será uma escolha nossa?

O “Shuffle” habitual nas redes e imprensa chega a nós por sorte, “business” ou mérito?

Qual o poder da promoção e divulgação?

É possível viver de forma financeiramente digna do mercado da música? A música é um mercado?

Convidamos Rui Portulez para moderar o debate entre Rui Souza (Dada Garbeck), Gui Garrido (Festival A Porta) e Vera Marmelo (Fotografa) para que connosco discutam o karma que persegue o que ouvimos.

Convidados da Talk

– Vera Marmelo – Fotografa música, com olhos de ver, desde 2006. Autodidata e motivada desde o início pelo Out.fest e Barreiro Rocks, e por uma cena musical no eixo Barreiro-Lisboa. Passados mais de 12 anos desde o início os músicos, os concertos, as salas, os festivais e as ocasiões mais ou menos especiais vão-se multiplicando e o seu arquivo pessoal crescendo.

– Gui Garrido – diretor artístico do Festival A PORTA, um projeto multidisciplinar que ocorre em Leiria. Integra a equipa do festival TREMOR em São Miguel, Açores e é produtor do Circuito Super Nova. Programador da Festa dos Museus em Leiria entre outros projetos da Câmara Municipal de Leiria. É também o diretor artístico do Sob o Mesmo Céu, um projeto de Práticas Artísticas para a Inclusão Social que ocorre em Leiria.

– Rui Sousa (Dada Garbeck)

Moderador: -Rui Portulez – trabalha como A&R da Valentim de Carvalho, a editora que lançou S.Pedro, Ermo, Filipe Sambado ou Glockenwise. É autor de vários documentários sobre a cena musical independente em Portugal, onde se destacam I Love My Label – Ser Independente e Uma espécie de punk, que fez em parceria com o Centro de Inovação da RTP Porto, para a Antena 3. Trabalhou como artista de rádio na Ruc, XFM, Oxigénio; como jornalista musical no Independente e Público. Dá voz a publicidade, documentários e poesia. Fora o resto…

JIBÓIA

25 de Maio/ 22h30m/ Carmo’81

Quando Óscar Silva apresentou Jibóia no início desta década tornou bem claro que a sua música iria beber a diferentes trópicos deste mundo, procurando uma conexão entre climas e ritmos que não obedeceriam estritamente a regras de tempo e espaço. Procurar influências na sua música é um exercício imperfeito, porque ela se abre de forma cósmica, sem barreiras, à procura de novos sons ao invés de reflectir sons que se têm presentes.

A partilha é um elemento crucial na criação da música de Jibóia. Nos seus três lançamentos anteriores procurou colaboradores que ajudassem a criar a dinâmica que queria no seu som. No passado trabalhou com Makoto Yagyu (If Lucy Fell, Riding Pânico e Paus) como produtor do primeiro EP, homónimo, (2013); Sequin e Xinobi no disco seguinte, Badlav (2014), e juntou-se a Ricardo Martins para criar Masala (2016), produzido por Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas, Fujako). Em OOOO assumiu o formato banda, e a Ricardo Martins (Lobster, Pop Dell’Arte, BRUXAS/COBRAS, entre outros) juntou André Pinto (aka Mestre André, Notwan e O Morto), para formarem o trio com que actualmente Jibóia se apresenta.

A viagem de OOOO é mais partilhada do que nas anteriores. Os três músicos partiram à experiência para criar música através de um conceito, pegando em Musica Universalis, de Pythagoras, que relaciona o movimento dos planetas e a frequência (onda) que eles produzem, com uma harmonia interespacial que essas frequências somadas produzem. Como os músicos descrevem, “é uma relação matemática, algo religiosa até, já que essa musica é inaudível. Uma espécie de conceito poético que designa, ao fim e ao cabo, o som do universo em movimento.”

Bem redondinho, é música de cosmos, e não é exagero pensar em Sun Ra como inspiração, dado o diálogo rico, fluente e aberto que acontece entre os músicos ao longo dos quatro temas deOOOO. Os primeiros três temas são referências às 3 principais relações entre as frequências propostas no conceito de Musica Universalis e em cada um deles há um ênfase nos instrumentos de cada um dos músicos: nos de Óscar Silva em Diapason, nos de Ricardo Martins em Diapente e nos de André Pinto em Diatessaron.

Esta forma de criar revela uma expansão sonora no som de Jibóia. A sua música flui de um modo livre, mas rigoroso, e circular, trabalhando em constância uma ideia de movimento. É inevitável associar o movimento a viagem, uma que tanto se estende ao cosmos como reforça as convicções de Jibóia em trabalhar nas não-convenções do rock e do jazz.

O último tema, Topos, reserva para si uma espécie de resultado desta experiência entre os três músicos. Mais do que uma conclusão, Topos é aquilo que existe para lá da partida: uma viagem sem ponto de chegada em percurso elíptico. Não poderia ser de outra forma, música tão aberta, clara e livre é impossível de encaixar na lógica de uma narrativa normal. No fim abre-se um novo início, um ciclo fresco que começa com a certeza de que o caminho será sempre gratificante.

KEEP RAZORS SHARP

25 de Maio/ 23h45m/ Carmo’81

“Uma super banda discreta”, como os apelidou o jornal Público, Keep Razors Sharp são Afonso Rodrigues  (Sean Riley & The Slow Riders), Rai (The Poppers), Bráulio (ex-Capitão Fantasma) e Bibi (Riding Pânico, entre outros).

Com uma sonoridade entre o psicadelismo, o shoegaze e o pós-rock, os singles de estreia “I See Your Face”, “9th” e “By The Sea” tornaram-se sucessos radiofónicos e que lhes valeram a aposta nacional da revista Blitz para 2014, tendo percorrido palcos de Norte a Sul do País, tais como no Rock in Rio, Festival Bons Sons, O Sol da Caparica, Vodafone Paredes de Coura, Nos Alive e Super Bock Super Rock, entre muitos outros.

O segundo disco Overcome saiu a 19 de Outubro e valeu-lhes presença em grande parte das listas de Melhor do Ano dos media nacionais. São a aposta da Antena 3 para o Festival Eurosonic na Holanda em 2019.

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