Viseu | Para os vereadores do PS “os Jardins Efémeros não podem acabar!”

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Foto: Rafael Farias - Facebook Jardins Efémeros 2018.

Para os vereadores do PS “os Jardins Efémeros não podem acabar!”, referem em comunicado os socialistas, concluindo que “não foi no mandato de Almeida Henriques que os Jardins Efémeros começaram” e “foi no mandato de Almeida Henriques, que os Jardins Efémeros terminaram.“

Recorde-se que o fim dos Jardins Efémeros, que anualmente tinham lugar no centro histórico de Viseu, foi recentemente anunciado e nessa sequência os vereadores do PS na câmara municipal de Viseu, Lúcia Araújo Silva, Pedro Baila Antunes e José Pedro Gomes, deixaram a sua posição vincada sobre esta matéria na última reunião do executivo e que agora difundiram através de comunicado.

Os socialistas começam por referir que “foi com profunda tristeza e estupefação que os vereadores do PS se depararam com o cancelamento da edição 2019 dos Jardins Efémeros”.

“Nos últimos oito anos, em festa, de modo aberto e em que todos se sentiam envolvidos, os Jardins Efémeros levaram artes visuais, arte urbana e performativa, arquitetura, música eletrónica, teatro e cinema experimental a várias ruas, edifícios devolutos e monumentos do centro histórico de Viseu”, acrescentam. 

“Porém, paulatinamente, a percentagem de financiamento dos Jardins Efémeros pelo Município de Viseu foi sendo reduzida. Na verdade, para os vereadores do PS parecia verificar-se uma certa contrariedade do Executivo de Almeida Henriques relativamente à realização deste Festival alternativo e independente”, avançam ainda os vereadores socialistas.

“Muitas vezes através da Viseu Marca – como é sabido pouco escrutinável publica e politicamente -, o Município domina atualmente a programação e a manifestação artística em Viseu. Para o efeito, são contratadas empresas, artistas populares, entertainers e agentes de outros pontos do país ou “sempre os mesmos” de Viseu. A especialização-obsessão em marketing e comunicação do Município de Viseu predomina fortemente em múltiplos eventos de animação urbana”, refere o comunicado.

“De facto, também porque eram um dos eventos locais que contrariavam esta tendência crescente, e por muitas mais, os Jardins Efémeros, eram uma “pedrada no charco” no panorama cultural local e nacional”, acrescentam os socialistas que terminam referindo que “para os vereadores do PS os Jardins Efémeros não podem acabar! Foi dito em reunião: “Pensemos bem… Não foi no mandato de Almeida Henriques que os Jardins Efémeros começaram. E foi no mandato de Almeida Henriques, que os Jardins Efémeros terminaram””.

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