Viseu | Presidente da assembleia da CIM quer novas instalações da urgência do hospital construídas

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Hospital de Viseu - entrada para as urgências (Foto: Dão e Demo)

O presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões, Rui Santos, publicou na sua página do Facebook um post em que manifesta o seu descontentamento relativamente à não publicação da “Portaria de autorização de assunção de encargos plurianuais pelo Centro Hospitalar Tondela Viseu para construção das novas instalações da Urgência Polivalente do Hospital S. Teotónio”.

Rui Santos, presidente da mesa da AIM

O presidente da assembleia intermunicipal, Rui Santos, refere ainda na sua página do Facebook que alertou o ministro Pedro Marques para este problema no dia 2 de janeiro em Tondela.

Como “até hoje não se conhece a referida Portaria” e “costumo fazer o que digo”, refere Rui Santos, “iniciei a minha ação com a remessa de um texto que deve estar publicado no Jornal de Tondela”. Uma das ações apontadas por Rui Santos é a de “uma petição pública, para que o problema seja resolvido, caso a situação se arraste para além do fim deste mês”.

O teor do texto remetido ao Jornal de Tondela é o seguinte:

Urgência Polivalente do Centro Hospitalar Tondela Viseu.

Finalmente a luz ao fundo do túnel?

As pessoas da nossa região que têm necessidade de recorrer aos Serviços de Urgência do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, no Hospital de S. Teotónio, sabem bem das condições em que os serviços de assistência são prestados em consequência das condições físicas das instalações onde se encontram instalados.

A incomodidade, a falta de espaço para utentes e, sobretudo para os profissionais poderem trabalhar e atender um maior número de doentes, são absolutamente evidentes, e ninguém pode ser surpreendido por isso acontecer já que as instalações foram pensadas à data da construção Hospital para o atendimento de 200 a 250 urgências por dia e hoje, em dia normal, o serviço assiste mais de 600 ocorrências.

Face às condições do espaço físico ocupado pelos Serviços de Urgência não é possível aumentar mais o número de profissionais as prestar os devidos cuidados de saúde, nem melhorar as condições de atendimento e espera dos utentes de forma significativa. E a situação não é pior devido ao profissionalismo e empenho dos profissionais que lá trabalham.

Não admira, por isso, que num último estudo sobre os serviços de urgência dos Hospitais do SNS, os Serviços de Urgência Polivalente do Centro Hospitalar Tondela Viseu serem, ao nível do País, os penúltimos em qualidade para quem os usa.

Esta situação põe em causa o nosso direito, por vivermos nesta região, à igualdade de condições de acesso a cuidados de saúde de qualidade com as condições de acesso aos mesmos serviços em outras regiões, nomeadamente das grandes cidades e das regiões do litoral, situação que é ainda mais grave face ao progressivo envelhecimento da população da nossa região, que por isso terá mais tendência para a necessidade de recorrer aos serviços de saúde de urgência.

As boas condições de acesso à saúde são um dos factores de competitividade das regiões para a fixação de pessoas, contrariando assim a desertificação e podem aumentar a atractividade das regiões para a fixação de novos habitantes e actividades económicas e sociais.

Por isso, quando se fala em valorização do Interior, tem de passar-se da retórica à prática e problemas como este têm de ser resolvidos se se quer criar condições básicas para essa valorização.

A solução para os problemas dos Serviços de Urgência referidos está estudada, há projecto aprovado para a construção de novas instalações dos mesmo, houve concurso para definir quem o executaria, mas não avançou em 2018 por falta de assinatura de uma portaria de distribuição de custos plurianuais (as obras e os pagamentos serão distribuídos por dois anos) e porque não estariam também completamente definidas as fontes de financiamento entre fundos públicos nacionais e fundos públicos comunitários.

Estamos perante uma obra com uma estimativa orçamental de custos de cerca de 5.700.000 €, que serão financiados por fundos comunitários do PO Centro em cerca de 4.800.000€ e o restante pelo Orçamento de Estado Português.

Em resultado da reprogramação do PO Centro que decorreu em 2017/18 foi possível criar disponibilidade financeira e a candidatura apresentada pelo Centro Hospitalar Tondela Viseu para a execução das obras da Urgência do Hospital de São Teotónio de Viseu, nos montantes acima referidos, foi apresentada apreciada e aprovada, estando o Centro Hospitalar na posse de todos os documentos comprovativos da aprovação e com a garantia de que o dinheiro dos fundos comunitários está disponível para as obras.

Está, , à vista “uma luz ao fundo túnel” para o arranque das obras da construção das novas instalações da Urgência Polivalente do Centro Hospitalar Tondela Viseu.

Mas nem tudo está resolvido e essa luz ainda não é suficiente. É necessário que a famosa portaria de autorização da distribuição de encargos plurianuais seja publicada o mais urgentemente possível. E se assim não acontecer temos todos, cidadãos e instituições, a obrigação de o exigir.

Em nome do nosso direito à saúde e em nome da defesa da nossa região.

É preciso que as intenções de Valorização do Interior sejam levadas a sério e passem à prática.

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